A Copa do Mundo se torna mais próxima. À medida em que Carlos Tevez joga melhor com a camisa da Juventus. E que o fato de não ser chamado para a seleção parece um pecado. Tudo bem, o fato de Alejandro Sabella não chamar o atacante tem um motivo velado – a disputa de espaço e holofotes com Lionel Messi, algo que já discutimos aqui na Trivela há alguns meses. Mesmo assim, será que não era melhor dar uma chance para ver se Tevez aceitaria o papel de coadjuvante ao invés de perder um craque? Sem novas convocações antes da escolha do elenco da Albiceleste para o Mundial, isso parece impossível.

Com a semana de jogos internacionais e a ótima atuação de Carlitos no clássico contra o Milan, a questão voltou a confrontá-lo neste domingo. E o atacante foi categórico: “Eu sigo fazendo meu trabalho. A gente precisa tratar de fazer as coisas bem no clube. Depois, se chamam ou não para a seleção, são coisas do técnico, não minhas”.

Diante de toda a representatividade que possui para a torcida argentina, por mais que guarde raiva da opção de Sabella, é difícil imaginar que Tevez recusaria um chamado. O problema é o que isso representaria para o grupo. Depois de tanto tempo de ausência, o retorno poderia gerar algum mal-estar. Além disso, o trio ofensivo formado por Messi, Higuaín e Agüero, tão afinado em suas últimas atuações, sairia da zona de conforto. Uma atuação ruim já poderia desencadear uma pressão popular por Tevez, xodó de seus compatriotas. E, considerando a proximidade das sedes da Copa, ela poderia ser muito mais sentida no Brasil.

Por outro lado, é uma ótima opção ofensiva da qual Sabella abre mão. Com Messi em dúvida diante de seus seguidos problemas físicos, nenhum jogador parece mais apto a chamar a responsabilidade na seleção do que Tevez. E o seu encaixe com Agüero e Higuaín não seria tão complicado assim, por mais que Carlitos não tenha tantas características de armação como o camisa 10. O ataque argentino seria menos técnico, mas não perderia em vontade.

Mas Sabella prefere manter a dúvida, o ‘se o Tevez jogasse’. Uma opção dele para tentar tirar o máximo de Messi, de fato aquele que se sugere mais capaz para levar a Argentina ao tricampeonato mundial. Por mais que isso custe contar com um ataque ainda mais poderoso do que ele já tem.