Um campo de futebol society no Rio de Janeiro ganhou uma iluminação gerada de forma bastante inovadora: pelos próprios jogadores que entram nela. Inaugurado na quarta à noite, o campo é no Morro da Mineira, região central da cidade. O projeto é financiado pela Royal Dutch Shell, empresa holandesa que atua também no setor de combustíveis (sim, é aquela dos postos de combustíveis). São cerca de 200 telhas de captura de energia desenvolvidos pela startup britânica Pavegen instaladas  na largura e extensão do campo, coberto por uma camada do gramado AstroTurf. As telhas que têm energia gerada pelos jogadores trabalha em conjunto com painéis solares instalados em torno do campo para alimentar o sistema de holofotes.

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A criação da Pavegen funciona com um sistema de engrenagens que, quando as telhas são pisadas, giram e agem como geradores. A empresa já instalou esse tipo e tecnologia em estações de trem na Europa, centros comerciais na Austrália e Terminal 3 do Aeroporto de Heathrow, em Londres. É a primeira vez, porém, que o sistema é instalado em um campo de futebol. “Nós efetivamente transformamos esta comunidade em um experimento de ciência da vida real. Eu acredito que essa tecnologia pode ser um dos futuros modos que nós iluminaremos nossas cidades”, disse Richard Kemball-Cook, presidente da Pavegen.

A inauguração do projeto teve a presença ilustre de Pelé, que se emocionou. Para o rei do futebol, um campo como esse, com uma tecnologia inovadora em termos de geração de energia, pode ajudar a despertar o interesse das crianças não só pelo futebol, mas pela ciência. O lendário ex-jogador acredita que a próxima geração de brasileiros irá ajudar o país a ser tão bem sucedido no campo científico quanto é no futebol. “Meu pai me deu o nome de Edson por causa de Thomas Edison. Tenho certeza que em breve os melhores cientistas do mundo serão brasileiros”, afirmou Pelé.

Uma afirmação bonita, mas, veja, um pouco problemática. Afinal, não trabalhamos para isso. E, aliás, não somos tão bem sucedidos em futebol assim, certo? O histórico é brilhante, mas não esqueçamos que levamos uma bordoada de 7 a 1 da Alemanha em casa na Copa do Mundo. Mas, talvez, em ciência o caminho esteja mesmo mais promissor. Ao menos se lembrarmos que Artur Ávila se tornou o primeiro brasileiro a ganhar a Medalha Fields, o Nobel da matemática.

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