Com direito a golaço, Marlos aproxima o Shakhtar dos mata-matas da Champions

Marlos chegou ao Shakhtar Donetsk em um momento no qual o clube mudava a sua política de contratações. A guerra civil na Ucrânia limitou as possibilidades dos Mineiros, sem os mesmos atrativos e perdendo poder financeiro. Assim, uma saída natural era buscar reforços em outros times locais. Neste contexto, o meia foi trazido em 2014, comprado junto ao Metalist Kharkiv – clube que acabaria falindo dois anos depois. E, apesar dos pesares, o brasileiro não demoraria a se alçar ao posto de protagonista do Shakhtar, liderando a reconquista do Campeonato Ucraniano. Já nesta temporada, o camisa 11 tem desequilibrado também na Liga dos Campeões e brilhou na vitória por 3 a 1 sobre o Feyenoord, que aumenta as chances de classificação aos mata-matas.

Em Donetsk, Nicolai Jorgensen deixou o Feyenoord na frente, mas demorou pouco para o Shakhtar reagir. Em cinco minutos, antes dos 17, a virada já tinha acontecido. Facundo Ferreyra aproveitou a bola na área para fazer o primeiro dos ucranianos. A brecha para Marlos aparecer, em chute de fora da área que o goleiro Brad Jones aceitou. Já no segundo tempo, o camisa 11 fez o mais bonito da noite. Tabelou com Ferreyra, deixou o marcador na saudade e deu um sutil toque por cobertura, na saída do goleiro adversário. Com nove pontos, o Shakhtar ocupa a segunda colocação do Grupo F, complicando o Napoli, seis pontos atrás.

Marlos, por sua vez, faz o seu nome além das fronteiras da Ucrânia. O meia já tinha se saído bem nas duas últimas edições da Liga Europa, se destacando especialmente pelo papel na criação. Agora, mostra o seu cartão de visitas na Champions. E se os Mineiros arrancam em busca de mais um título nacional, a importância do brasileiro também se faz notar, somando seis gols em 12 partidas pelo Campeonato Ucraniano.

A convocação à seleção local é totalmente compreensível por aquilo que o camisa 11 tem produzido nas competições domésticas. Já as boas atuações no torneio continental, quem sabe, podem levá-lo a uma liga mais expressiva. Aos 29 anos, há tempo para isso.