PSG chega com força na Champions e impõe goleada histórica sobre o Celtic em Parkhead

O Celtic viveu alguns vexames em suas últimas campanhas na Liga dos Campeões. Mesmo assim, dificilmente os Bhoys derrapavam em Parkhead. Diante de sua torcida, os alviverdes costumam a manter a dignidade, por mais que também pudessem sair derrotados. Nesta terça, entretanto, os escoceses sofreram a maior goleada de sua história como mandantes nas competições europeias. Méritos do Paris Saint-Germain, que devorou os anfitriões em Glasgow, com uma grande atuação. A goleada por 5 a 0, mais uma vez, foi orquestrada pelo trio ofensivo composto por Neymar, Kylian Mbappé e Edinson Cavani. E dá até para dizer que o resultado ficou barato, pelo volume do jogo dos franceses, mesmo que não tenham finalizado tantas vezes assim. A primeira prova de força na Champions.

Unai Emery apostou novamente no trio de ataque composto por seus novos astros, com Neymar e Mbappé nas pontas, além de Cavani como homem de referência. Entretanto, os destaques do PSG durante os primeiros minutos estavam no meio de campo, especialmente pela maneira como Adrien Rabiot e Marco Verratti ditavam o ritmo. Pressionando e se posicionando no campo de ataque, os parisienses faziam o gol parecer questão de tempo. As chances começaram a pipocar, até que Neymar abrisse a contagem aos 19. Contra-ataque mortal que, depois de uma bela enfiada de Rabiot, o camisa 10 fuzilou dentro da área.

O Celtic até criou uma chance de empatar logo na sequência, em cobrança de falta de Leigh Griffiths que Alphonse Aréola espalmou. Apenas um susto. O jogo estava nos pés do PSG, que se movimentava bem e explorava as jogadas pelos lados. Aos 33, o segundo tento veio. Após cruzamento de Verratti, Neymar ajeitou para Cavani e o centroavante furou clamorosamente. Mas a bola sobrou limpa para Mbappé encher o pé. Já aos 39, Cavani deixou o seu cobrando pênalti. Neymar e Mbappé, em especial, mereciam os elogios pela maneira como partiam para cima da marcação, sem economizar nos dribles.

Para o segundo tempo, o PSG tirou um pouco o pé do acelerador. O Celtic tinha um pouco mais de espaço para criar no ataque e incomodou um pouco. Mas nada que ameaçasse a vitória tranquila dos visitantes. A entrada de Julian Draxler no lugar de Rabiot deu nova energia ao ataque, mais rápido. A trinca de meias se combinava muito bem, especialmente Mbappé e Neymar, mas a falta de pontaria na conclusão atrapalhou. Os franceses só fechariam a conta depois dos 37. Primeiro, em cruzamento rasteiro de Draxler, que Michael Lustig mandou contra o próprio patrimônio. E o melhor ficou para o final. Layvin Kurzawa cruzou e Cavani deu um lindo peixinho, mesmo sem ângulo, mandando a bola para dentro. No final, os Bhoys ainda tentaram descontar, sem resultados. De positivo aos escoceses, apenas a festa nas arquibancadas, com a torcida sem se calar por um instante sequer.

Ainda é pouco para fazer qualquer avaliação mais incisiva sobre o PSG. O Celtic não é bem o time que vai apresentar a maior resistência, embora tenha complicado o Manchester City na temporada passada. Entretanto, em um terreno que costuma ser um tanto quanto hostil aos visitantes, os parisienses não sentiram pressão. Fizeram o seu jogo, criaram as suas chances e golearam. Deixaram a impressão de que a diferença poderia ter sido até mesmo maior, se decidissem forçar um pouco mais.

É preciso dizer que a defesa por vezes esteve exposta, com Aréola realizando algumas boas defesas. Entretanto, o trabalho com a bola do PSG foi ótimo. Os laterais subiram bem ao ataque, os meio-campistas cadenciaram o jogo e os atacantes infernizaram a defesa adversária. Um dos pontos altos dos parisienses, além de seus destaques evidentes, é a maneira como tem boas opções em praticamente todas as posições do campo. E o equilíbrio é algo essencial para ambicionar grandes campanhas. O primeiro passo foi firme.