Quem tem Messi não tem crise: Barcelona dá um baile e bate a Juventus

Crise. Era a palavra de ordem no Barcelona no começo da temporada, depois da saída de Neymar, de um mercado de transferências frustrante e de uma derrota pesada para o Real Madrid na Supercopa da Espanha. A primeira rodada da fase de grupos da Champions League trazia um grande desafio, contra a mesma Juventus que o eliminou na última temporada. Mas, se o Barça está em crise, é certamente mais fácil passar por ela com um jogador como Lionel Messi. Inspirado, o argentino comandou o baile catalão por 3 a 0 contra os italianos.

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Problemas à parte, o Barcelona ainda não sofreu gol – depois dos cinco que levou do Real Madrid na Supercopa. Tem três vitórias no Campeonato Espanhol, por 2 a 0 sobre Bétis e Alavés, e 5 a 0 em cima do Espanyol. Nesta terça-feira, segurou Higuaín, Dybala e a Juventus, que finalizaram corretamente mais vezes ao gol de Ter Stegen – sete contra cinco -, mas levaram muito menos perigo. No primeiro tempo, apenas duas vezes, de longe, com De Sciglio e Pjanic.

No outro lado, os catalães eram mais perigosos. Em rebote de cobrança de falta de Messi, Suárez exigiu uma linda defesa de Buffon. Dembélé teve uma boa chance de dentro da área, em erro de passe de De Sciglio, mas foi pressionado na hora do chute. O lendário goleiro italiano manteve intacto seu retrospecto de nunca ter sofrido um gol do argentino até o final do primeiro tempo, quando Messi tabelou com Suárez, recebeu na medida e mandou um finalização clínica no canto.

O equilibrado primeiro tempo foi resolvido com uma combinação entre os dois gênios do Barcelona e, com vantagem no placar, os donos da casa soltaram-se um pouco mais na etapa final e construíram um placar mais amplo. Messi mandou uma bola na trave, que ainda bateu em Buffon antes de ser aliviada, e, pela direita, fez linda jogada e cruzou rasteiro. Sturaro cortou no pé de Rakitic, que fez 2 a 0.

Ernesto Valverde abriu Dembélé pela direita, Suárez mais à esquerda e deixou Messi livre para circular. Foi uma decisão acertada porque o argentino acabou com o jogo a partir da faixa do gramado entre a intermediária e a entrada da área. Por lá, marcou o segundo gol, bem ao seu estilo: recebeu e foi cortando para a esquerda até encontrar um espaço para chutar, mais uma vez com a precisão de um taco de sinuca.

A Juventus vinha bem no Campeonato Italiano, também com três vitórias, sempre marcando mais de três gols por partida, mas decepcionou na visita ao Camp Nou, contra o primeiro grande adversário da temporada. Sai bem atrás na briga pelo primeiro lugar, já que o principal critério de desempate é o confronto direto. Precisará de um jogo impecável em Turim para revertê-lo. E o Barcelona vai deixando os problemas para trás e, se concentrando apenas no futebol, as coisas não estão tão ruins assim.