Real Madrid teve a força para se impor e fazer história: bicampeão da Champions

O Real Madrid mostrou a sua força na Europa, mais uma vez. Contra uma Juventus fortalecida em relação a 2015, conseguiu uma vitória categórica contra a Juventus por 4 a 1, na final da Champions League, e fica com o título pela terceira vez em quatro anos. Um domínio enorme em termos continentais de um time que soube se impor em jogo difícil, diante de um adversário pesado. E não foi o primeiro: o time derrubou gigantes ao longo da campanha.

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Nas oitavas de final, derrubou o Napoli. Nas quartas, passou pelo Bayern de Munique. Na semifinal, tirou o Atlético de Madrid. Por fim, na final, tirou a Juventus, fortalecida nos últimos anos. É uma campanha gigante. Na final, teve momentos difíceis. Superou um jogo que estava muito equilibrada no primeiro tempo, difícil, parelha. Mas se impôs de uma maneira monumental na segunda etapa, sufocando a Juventus e vencendo por goleada.

O começo do jogo teve a Juventus pressionando o Real Madrid. Veio, primeiro, a chance de Higuaín, aos três minutos. Uma cabeçada que veio da esquerda, que acabou no meio do gol. Navas defendeu com tranquilidade. Um minuto depois, Higuaín recebeu e, de fora da área, bateu forte, para nova defesa de Navas. Antes dos 10 minutos, veio mais um chute: Pjanic, de fora da área, chutou bem, no canto, e o goleiro madridista defendeu.

Só que foi o Real Madrid que abriu o placar. Em uma jogada rápida pela direita, Cristiano Ronaldo recebeu e tocou para Carvajal, que passou livre de marcação. O lateral tocou de volta para o português que, dentro da área, bateu colocado e muito bem para o gol. Real Madrid 1 a 0, aos 20 minutos.

Apesar do gol de ser um banho de água fria, a Juventus não demorou a chegar de novo com perigo e arrancar o gol de empate. Foi em uma jogada pela esquerda que Alex Sandro cruzou para a área no peito de Higuaín, que dominou e tocou para Mandzukic. O croata dominou no peito e deu uma puxeta, de costas, e marcou um golaço. Sete minutos depois, o placar estaca igual.

A Juventus teve bons momentos depois do gol, chegando mais algumas vezes. Só que aos 32 minutos, em um cruzamento da esquerda, Cristiano Ronaldo teve a chance, mas deu um peixinho e mandou para longe. O primeiro tempo acabou mesmo em empate por 1 a 1.

No segundo tempo, o Real Madrid voltou muito melhor na partida. Pressionou a Juventus e forçou erros de passe do time italiano. Com isso, estava o tempo todo no ataque, roubando bolas e criando chances. E foi assim, em duas roubadas de bola, o Real Madrid passou a ter a partida sob controle.

Um dos motivos de conseguir essa mudança no jogo foi a troca de posicionamento de Isco. O meia não participou muito do jogo no primeiro tempo, atuando pelo meio. No segundo, pela esquerda, tocou muito mais na bola e tornou o Real Madrid mais perigoso. O camisa 22 não teve uma atuação tão fantástica quanto em jogos anteriores, mas a sua participação no jogo tornou o Real Madrid mais perigoso. Era preciso que ele tocasse mais na bola. Isso acabou sendo fundamental.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Casemiro, em um chute de fora da área, acertou o canto do goleiro Buffon. Belo gol do brasileiro, que mais uma vez fez uma grande partida. Antes que a Juventus conseguisse se recuperar do baque, veio mais um gol. Roubada de bola na intermediária, Modric foi até a linha de fundo e cruzou para Cristiano Ronaldo completar, de primeira, e marcar 3 a 1. Em quatro minutos o Real Madrid deu passos gigantes para a conquista da taça.

A Juventus não se achava em campo. Errando muitos passes, o time italiano também tinha muita dificuldade em tirar a bola do Real Madrid. O clube madridista passou a tocar mais a bola, gastar o tempo e usar a experiência. A Juventus pouco conseguia fazer. A sólida Juve desmanchou. O Real Madrid aproveitou, então, para ampliar. Já aos 46 minutos, jogada de linha de fundo de Marcelo, que tocou para trás e Asensio marcou mais um: 4 a 1 para o Real Madrid. Festa da torcida merengue em Cardiff.

Pela primeira vez na era Champions League, um time é bicampeão. O primeiro desde o Milan de Arrigo Sacchi, campeão em 1988/89 e depois em 1989/90. Zinedine Zidane entra para a história. Campeão como jogador, decidindo o jogo, campeão como técnico, duas vezes. Foram seis anos caindo nas oitavas de final da Champions, até 2009/10. A partir de 2010/11, chegou em todas as semifinais. E consolida um período que já pode ser considerada uma era. São sete anos seguidos chegando em semifinais. Três títulos nos últimos quatro anos. O maior campeão da Europa.