Roma venceu Qarabag com emoção em Baku e Nainggolan dá diagnóstico: “Talvez os tenhamos subestimado”

Depois de perder na estreia da Champions League, a Roma sabia que vencer o Qarabag não era uma opção, era uma obrigação. Em um grupo que ainda tem Atlético de Madrid e Chelsea, não dá para perder pontos para um time estreante na fase de grupos da competição. Bom, a vitória veio por 2 a 1, fora de casa, no estádio Nacional de Baku. Só que a vitória foi com emoção. Muito mais do que a torcida gostaria, certamente.

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Os dois gols da Roma saíram rápido. Aos sete, com o zagueiro grego Kostas Manolas. Aos 15, com o centroavante Edin Dzeko. Tudo muito bom, tudo muito bem, parecia que estava tudo encaminhado para aquela protocolar vitória de time grande em fase de grupos da Champions. É, só que não foi. Aos 28 minutos, Maxime Gonalons deu um vacilo inacreditável com a bola, Dino Ndlovu tomou a bola e tocou para o brasileiro Pedro Henrique, sozinho, dominar e marcar.

Aí o jogo ganhou um pouco de emoção. Especialmente no segundo tempo. O Qarabag, empolgado com o seu primeiro jogo em casa, tratou de partir para cima e pressionar. Não foram chances tão claras, mas a Roma permaneceu correndo algum risco praticamente em todo o segundo tempo. Os romanistas até chutaram mais a gol e criaram uma ou outra chance no segundo tempo que poderia ter matado o jogo. Não aconteceu.

O próprio Radja Nainggolan, um dos principais jogadores do time, reconheceu isso depois do jogo. “O mais importante foi vencer”, disse. “Nós abemos que não tivemos produzimos a nossa melhor atuação, mas nós conseguimos os três pontos. É a única coisa que podemos ficar satisfeitos”, continuou o meio-campista.

“Nós começamos muito bem, construímos uma vantagem de 2 a 0, poderíamos fazer 3 a 0, mas então nós paramos”, declarou. “Nós não jogamos do modo como podemos”. Perguntado sobre o gramado do estádio de Baku, o belga se recusou a atribuir a má atuação a isso. “O gramado e outros fatores são apenas desculpas. Nós precisamos olhar para nós mesmos e fazermos melhor. Como eu disse, ganhar os três pontos foi a única coisa que importou hoje”.

O camisa 4 da Roma ainda alertou sobre um perigo que é sempre presente quando um time de camisa mais forte como a Roma enfrenta um novato em Champions League, como é o caso do Qarabag. “Talvez nós tenhamos pesado que seria fácil vir aqui e vencer, talvez tenhamos subestimado as coisas. Dito isso, o que conta é que nós levamos os três pontos para Roma”, afirmou.

 

Depois de empatar por 0 a 0 em casa com o Atlético de Madrid, é importante para a Roma ter conquistado os três pontos, que são fundamentais. O futebol, porém, precisa melhorar. O time precisa controlar um pouco melhor o jogo, especialmente quando há uma diferença técnica tão grande como essa. Contra o Chelsea, nas duas próximas rodadas, o desafio será muito mais difícil e fundamental em termos de classificação.