Vitória categórica sobre o Bayern é a mensagem que o novo PSG precisava mandar

Apenas três equipes ganharam as últimas cinco edições da Champions League, e esse mesmo grupo tem sido presença quase obrigatória nas semifinais. Atualmente, é muito difícil que qualquer um consiga ser campeão europeu sem passar por Real Madrid, Barcelona ou Bayern de Munique. É neles que todos devem mirar, como fez o Paris Saint-Germain na última janela de transferências, sem economizar nenhum euro para reforçar a sua equipe. E a mensagem aos adversários, um aviso, de que está se aproximando desse nível foi emitida contundentemente nesta quarta-feira, com uma vitória categórica, sem contestações, até tranquila, dos parisienses sobre os bávaros, por 3 a 0, no Parque dos Príncipes.

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É verdade que o Bayern não passa por um bom momento. É sem dúvida o pior desde a temporada em que conquistou a Tríplice Coroa sob o comando de Jupp Heynckes. Já tropeçou duas vezes em seis rodadas da Bundesliga, jogadores importantes sofrem com queda de rendimento, Neuer está fora até o fim do ano, pilares das últimas temporadas – Xabi Alonso e Lahm – aposentaram-se e Carlo Ancelotti ainda não conseguiu encontrar um time ideal. Neste momento, é o mais vulnerável do grupo de elite.

Ainda assim, não é qualquer um que passa o carro em cima do Bayern de Munique da maneira como o Paris Saint-Germain fez nesta quarta-feira. Em nenhum momento o resultado esteve em dúvida. E por mais que Areola tenha tido que trabalhar mais do que Ulreich, o PSG foi constantemente mais perigoso do que o seu adversário, o primeiro realmente difícil da temporada, depois de goleadas e exibições de gala nas rodadas iniciais do Campeonato Francês. O primeiro teste de verdade foi superado com louvor pela nova equipe de Unai Emery.

O ataque funcionou como uma sinfonia. Neymar marcou e deu assistência, Cavani deixou o seu e Mbappé foi um dos melhores em campo, com belas jogadas em quase todas as ações ofensivas do seu time. Isso se torna ainda mais importante depois do empate com o Montpellier, sem Neymar, na primeira partida depois da polêmica cobrança de pênalti contra o Lyon. Se ainda há rusgas, elas, por enquanto, parecem restritas aos vestiários.

O Bayern de Munique só conseguiu ameaçar de verdade em escanteios. Müller poderia ter empatado, pouco depois de Daniel Alves abrir o placar, aos 2 minutos, aproveitando um esperto cruzamento curto de Kimmich. Bateu para fora. James pegou rebote da entrada da área e exigiu linda defesa de Areola, e Thiago Silva salvou uma cabeçada em cima da linha de Javi Martínez. No fim do jogo, o goleiro do PSG trabalhou bem duas vezes em chute cruzado de Coman e cobrança de falta de Lewandowski.

O resto da partida foi um recital do Paris Saint-Germain e de Mbappé. O jovem francês estava com tudo. Puxou contra-ataque e deixou Cavani na cara do gol. Arrancou pela direita e achou Neymar, que deixou de calcanhar para o uruguaio. Brecou, girou e tocou na medida para Cavani marcar o segundo dos donos da casa. Tabelou com Neymar e deixou o companheiro livre para finalizar. Fez uma linda jogada dentro da área, com direito a drible de futsal para cima de Alaba, no lance que o brasileiro finalizou para as redes, decretando o placar de 3 a 0.

O Paris Saint-Germain subiu de patamar. Isso está claro. Ainda é cedo para saber se será o suficiente para ser campeão europeu. Isso depende de variáveis, principalmente no mata-mata, que às vezes as equipes não podem controlar. Mas o primeiro grande confronto foi vencido com sobras, e isso não é algo irrelevante, mesmo contra um Bayern de Munique enfraquecido.