Algoz brasileiro e norte-americano, Suécia tenta surpreender Alemanha em disputa pelo ouro olímpico

Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, o futebol feminino da Rio-2016 chega à decisão com duas seleções europeias, nesta sexta-feira (19), no palco que é símbolo do futebol mundial – o estádio do Maracanã. Com a confiança para lá de alta após eliminar nos pênaltis o tricampeão olímpico e atual campeão mundial Estados Unidos, nas quartas de final, e o anfitrião Brasil, na semifinal, a Suécia tenta surpreender mais uma vez o mundo da bola e os investidores do OddsShark.com/br contra a fortíssima seleção da Alemanha, a partir das 17h30.

Entre os investidores, as suecas são consideradas franca “azaronas” para ganhar a medalha de ouro, mesmo após terem desbancando duas das principais potências mundiais. Elas estão cotadas em R$ 4,98, o que em caso de acerto, daria retorno de R$ 3,98 para cada real investido. Já as alemãs, que levam toda a pressão por serem favoritas, têm uma cotação bem mais modesta, avaliada em R$ 1,71. Uma igualdade no placar, considerada de risco médio, paga R$ 2,50 para cada real, ou seja, dando quase três vezes o retorno aos apostadores.

Para o confronto, a seleção da Suécia, vice-campeã do Mundial de 2003, deposita as suas fichas na técnica Pia Sundhage, de 56 anos. Ela foi responsável pela dinastia norte-americana na modalidade, ganhando dois ouros olímpicos, em Pequim-2008 e Londres-2012. Depois de terminar a fase de grupos de forma modesta, passando de fase apenas como uma das duas melhores terceiras colocadas entre as três chaves – venceu a África do Sul por 1 a 0, mas tomou uma sapecada do Brasil por 5 a 1 e ficou no 0 a 0 com a China –, a seleção das cores azul e amarelo melhorou consideravelmente sua forma de jogar no mata-mata, e, principalmente, o seu sistema defensivo passou a funcionar. Mesmo pressionadas nos últimos dois embates, as suecas armaram uma eficaz retranca e conseguiram levar a decisão para as penalidades. Depois, todos já conhecem a história. Superou Estados Unidos e Brasil.

Com mesmo número de pontos durante a primeira fase (quatro) que as rivais, a Alemanha iniciou sua campanha com uma goleada de 6 a 1 sobre o Zimbábue, mas parou por aí. Ficou no empate por 2 a 2 contra a Austrália e ainda foi derrotada pelo Canadá. Mais tarde, na semifinal as germânicas dariam o troco. O segundo lugar no Grupo F deixou a equipe da técnica Silvia Neid no lado oposto da chave de Estados Unidos, Brasil e Suécia durante o mata-mata. Nas quartas de final, bateu a China pelo placar magro de 1 a 0 e depois se vingou das canadenses em vitória por 2 a 0.

A inédita final da Alemanha, campeã mundial em 2003 e 2007, representa a chance de afastar o fantasma que rodeou a equipe durante as últimas Olimpíadas. As alemãs ficaram com o bronze em três oportunidades consecutivas: Sidney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008.

Favorito, Brasil tenta se reerguer e foca no bronze contra o Canadá

Marta lamenta derrota nos pênaltis para a Suécia (AP Photo/Silvia Izquierdo)

Marta lamenta derrota nos pênaltis para a Suécia (AP Photo/Silvia Izquierdo)

A tristeza ainda é evidente entre as jogadoras do Brasil por conta da dramática derrota nos pênaltis para a Suécia. A chance desperdiçada de disputar o ouro em casa, aliada a um apoio incondicional da torcida brasileira e, principalmente, por terem goleado as suecas na primeira fase por 5 a 1, ainda mexem com a equipe brasileira. Mas vida que segue. A seleção canarinho faz seu jogo de despedida da Rio-2016 na sexta-feira (19) contra o Canadá, às 13h, na Arena Corinthians, em embate valendo a medalha de bronze.

O time comandado por Vadão tenta garantir o pódio no torneio e minimizar a decepção por ficar de fora da final. A partida contra as canadenses deve decretar o fim de uma era do futebol feminino nacional, comandada pelas experientes Marta e Formiga, que bateram na trave nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Pequim-2008, com a medalha de prata.

Para alcançar o bronze, o Brasil precisa acertar a pontaria, principal defeito no revés diante das suecas. Na ocasião, a seleção canarinho criou inúmeras oportunidades, sendo 15 finalizações apenas na primeira etapa e chegando a 71% de posse de bola. Porém, ora parou na goleira Lindhal, ora em arremates ineficazes, ora chutou para fora. Situação semelhante viveu o Canadá diante da Alemanha, mas também não teve sucesso nos arremates e pagou o preço com a derrota.

Favorito dentro das quatro linhas, o Brasil também leva vantagem entre os investidores. Isso porque a cotação da Seleção está em R$ 1,75, o que, em caso de vitória brasileira, dá um lucro de 25%. Em caso de o Canadá estragar a festa canarinho e ficar com o bronze, o retorno está avaliado em R$ 3,38 para cada real investido. Um empate, que não pode ser descartado em virtude dos últimos dois jogos do Brasil – ambos ficando no 0 a 0 contra a Austrália e contra a Suécia na semifinal de ontem e decididos nos pênaltis –, paga R$ 3,10, e é considerado uma boa opção.