Empate no tempo normal na final da Copa do Imperador rende 350%; Kashima Antlers fica com o título

E pintou o primeiro campeão de 2017! Logo nas primeiras horas do Ano Novo, o Kashima Antlers provou que a boa fase de 2016 não acabou. No dia 1º, o atual campeão japonês e vice do Mundial de Clubes da Fifa ergueu a taça da Copa do Imperador, segunda competição mais importante do futebol da Terra do Sol Nascente, em decisão realizada contra o Kawasaki Frontale, no Suita City Soccer Stadium, em Osaka, para um público de pouco mais de 34 mil presentes.

Mas não foi fácil para o Antlers. Afinal, o gol do título saiu na prorrogação, graças ao meia-atacante brasileiro Fabrício, que começou o jogo no banco, entrou aos 43 minutos da segunda etapa e se consagrou como o herói da quinta conquista da Emperors Cup na história do Kashima. Como os 90 minutos terminaram com o placar em 1 a 1, os investidores que cravaram este palpite ficaram com R$ 3,50 sobre R$ 1 de lucro, segundo o Oddsshark.com/br. Pior para o Frontale, que amargou o sétimo vice na copa, sendo este o quarto para o mesmo adversário.

O jogo

Ávido por sagrar-se vencedor da Copa do Imperador pela primeira vez, o Kawasaki Frontale tomou a iniciativa do confronto no primeiro tempo, quando criou as melhores chances de inaugurar o marcador, principalmente pela direita, com boas tramas entre Okubo, Kobayashi e Elsinho. Mas transpor a eficiente marcação do Antlers dependia de mais qualidade ou a sorte de contar com uma distração do rival, que atua com as linhas adiantadas.

Uma coisa é certa: as máximas do futebol são universais. Logo, não seria diferente no Japão. E como quem não faz, leva, o Kashima tratou de tirar o zero do placar aos 42 minutos, na única finalização que fez na etapa inicial. E aconteceu por meio de um escanteio. Endo cobrou o córner, Kurumaya falhou na marcação e deixou Shuto Yamamoto livre para cabecear no canto de Jung Sung-Ryong, que não impediu que a bola cruzasse a linha. Um detalhe a ser ressaltado é que, por pouco, Yamamoto não foi vetado, já que se machucou na semifinal. Missão cumprida do lateral-esquerdo, que não teve condições de voltar do intervalo, sendo substituído por Hwang Seok-Ho.

Segundo tempo

A eficiência do Frontale, que passou longe nos primeiros 45 minutos da partida, enfim apareceu no segundo tempo. E aos nove minutos, o veio o empate, também em uma jogada de bola parada. Em cobrança ligeira, Oshima bateu a falta e pegou desprevenida a defesa do campeão japonês. Em trama bem ensaiada, Kobayashi fez o corta-luz, Miyoshi recebeu dentro da área, ganhou a disputa no corpo com Hwang e chutou cruzado, sem chances para o goleirão Sogahata.

Mesmo com muito tempo para as duas equipes marcarem o segundo, ambos ficaram no quase. E não faltaram chances de mudar a história da decisão. A melhor do Antlers surgiu depois que Akasaki tabelou com Shibasaki e saiu na cara do gol. Mas a finalização foi fraca na direção do goleiro. E a virada do Kawasaki, por pouco, não saiu dos pés de Kobayashi. O camisa 11 realizou belo lance individual, deixou para trás Shoji e chutou na trave, para desespero da torcida. E não teve jeito mesmo. Apito final e mais trinta minutos de prorrogação. E quem apostou que o tempo regulamentar terminaria com o resultado de 1 a 1 obteve retorno de 642%, segundo o Oddsshark.com/br.

A consagração de um brasileiro

Antes de falarmos do tempo extra, vale perguntar se alguém se lembra do meia-atacante Fabrício, que começou a carreira no Corinthians, teve passagem apagada pelo Botafogo, rodou por clubes pequenos do Brasil, passou por Portugal, China, até, finalmente, ser contratado pelo Kashima. Acostumado a entrar na etapa regulamentar para dar mais gás ao time, a tática do técnico Masatada Ishii não foi diferente no jogo de ontem. Mas, convenhamos, poucos imaginavam que o brasileiro seria o nome da decisão.

Mal a prorrogação começou, e Fabrício dava a primeira prova de que se consagraria. Ele recebeu ótimo lançamento de Ueda, se beneficiou da falha de Tasaka e tocou a bola na saída de Ryoing. Mas o compatriota Eduardo Neto tirou em cima da linha. Porém, aos quatro minutos do primeiro tempo, veio o gol salvador. Após cobrança de escanteio, Nishi desviou de cabeça na trave. No rebote, a defesa afastou, mas Nagaki pegou a sobra, mandou a bola na área, que sobrou à feição para Fabrício mandar uma bomba no ângulo e dar números finais à decisão da Copa do Imperador: 2 a 1.

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