Favoritos nas casas de apostas, Brasil, Argentina e Alemanha tentam evitar vexame histórico

Se há uma semana houvesse qualquer comentário sobre uma possível eliminação de três gigantes do futebol mundial nos Jogos Olímpicos Rio 2016, qualquer um iria torcer o nariz ou rir. Porém, essa hipótese nunca esteve tão viva como agora, já que Brasil, Argentina e Alemanha, em posições bastante desconfortáveis, jogam todas as suas fichas nesta quarta-feira (10), tentando fugir de um possível vexame histórico.

Mais do que vencerem os jogos válidos pela terceira e última rodada da chave de grupos e evitar uma tragédia, os três gigantes precisam convencer seus torcedores, algo que até agora não tem sido nada fácil. O Brasil, país anfitrião e pentacampeão mundial, vive o jejum de duas partidas sem sequer balançar as redes adversárias. Já os europeus, atuais campeões mundiais, também estão devendo por conta dos seguidos empates com México (2 x 2) e Coreia do Sul (3 x 3). Com uma vitória e uma derrota até o momento, os hermanos têm confronto decisivo diante de Honduras, e qualquer resultado que não seja uma vitória dará fim à busca por mais um ouro olímpico.

Apesar do mau futebol exibido até o momento no Rio de Janeiro, as três seleções são consideradas favoritas diante de qualquer adversário. Isso se reflete no OddsShark.com/br, referência mundial em probabilidades de resultados desportivos, e em seus investidores, que não acreditam numa zebra pelos arredores do país.

No Brasil, por exemplo, a equipe está cotada em R$ 1,28, o que significa que, em caso de vitória sobre a Dinamarca, em duelo marcado para a Arena Fonte Nova, às 22h, o apostador lucrará 28% (R$ 0,28). Já um revés e eliminação canarinho renderá nove vezes mais para quem investir nos dinamarqueses, avaliados em R$ 9,63 para cada real. Um empate, o terceiro da seleção brasileira no torneio, renderia R$ 3,86.

Com dois pontos até o momento no Grupo A (0 a 0 com África do Sul e Iraque), a Seleção segue bastante questionada pelas apagadas atuações de Neymar, Gabigol, Gabriel Jesus e companhia. O fraco desempenho coletivo e o excesso de jogadas individuais têm sido as grandes críticas da mídia e de torcedores, que se transformaram em fortes vaias nos dois jogos realizados no Mané Garrincha, em Brasília.

Buscando virar a página e garantir o primeiro lugar da chave, o país-sede das Olímpiadas precisa vencer os europeus, atuais líderes com 4 pontos, por uma diferença de gols superior em relação ao Iraque, que joga contra a África do Sul e que possui os mesmos dois pontos e saldos de gols (zero) da seleção brasileira. Caso Brasil e Iraque vençam suas partidas pelo mesmo placar, haverá sorteio. A mesma situação se repete se ambos empatarem com placar igual, o que neste caso daria a um dos países o segundo lugar do grupo (dinamarqueses passariam em primeiro).

Sem o volante Thiago Maia, suspenso, o técnico Rogério Micale está em dúvida quanto à utilização de Rodrigo Dourado ou Walace como primeiro volante. Tentando encontrar a formação ideal, o treinador brasileiro pode sacar Felipe Anderson, que vem muito mal até o momento, e promover a entrada do atacante Luan, favorecendo assim um esquema tático com quatro atacantes.

Já a Alemanha, terceira colocada do Grupo C, tem como principal motivação um palco muito especial: o estádio Mineirão. Foi lá que os alemães atingiram um feito inédito há dois anos, quando golearam o Brasil por 7 a 1 nas semifinais da Copa do Mundo e deram importante passo para o tetracampeonato mundial. Além disso, é bem verdade que o adversário de logo mais não é dos conhecidos e não deve oferecer risco algum. Saco de pancadas da competição com 13 gols sofridos, Fiji deve ser o fiel da balança da chave.

Para avançar sem depender do resultado do jogo entre Coreia do Sul, líder com quatro pontos, e México, atual campeão olímpico e vice-líder do grupo, os europeus precisam golear por uma diferença de cinco gols. E a confiança é tanta numa vitória alemã que o OddsShark.com/br apenas oferece possibilidade de apostas para empate, cotado em incríveis R$ 54, ou então numa vitória de Fiji. O resultado, considerado um dos mais imprevisíveis da história do futebol e uma catástrofe para os europeus, daria um lucro de R$ 30,50 para cada real investido.

Por fim, a Argentina faz o jogo da “vida” em Brasília contra Honduras, válido pelo Grupo D. Apenas uma vitória interessa os argentinos, que estão com três pontos na terceira posição, mesma pontuação dos rivais desta noite, porém perdem no saldo de gols (zero contra menos um). Portugal, que venceu os vizinhos brasileiros na estreia por 2 a 0, lidera a chave com seis pontos. Se vencer o embate com a equipe caribenha, que está cotado em R$ 1,45, os argentinos do atacante ex-tricolor Calleri avançam para a próxima fase. Um empate, cotado a R$ 4,41, classifica os hondurenhos.

Jogos da 3ª rodada do futebol masculino na Rio 2016:

10/08, Mineirão, 13h: Argélia (R$ 4,28) x Portugal (R$ 1,81); empate (R$ 3,75)
10/08, Mané Garrincha, 13h: Argentina (R$ 1,45) x Honduras (R$ 7,14); empate (R$ 4,41)
10/08, Mineirão, 16h: Alemanha (-) x Fiji (R$ 54); empate (R$ 31,50)
10/08, Mané Garrincha, 16h: Coreia do Sul (R$ 2,81) x México (R$ 2,44); empate (R$ 3,44)
10/08, Arena Corinthians, 19h: Colômbia (R$ 1,80) x Nigéria (R$ 4,18); empate (R$ 3,85)
10/08, Arena Fonte Nova, 19h: Japão (R$ 1,82) x Suécia (R$ 4,03); empate (R$ 3,86)
10/08, Arena Fonte Nova, 22h: Dinamarca (R$ 10,63) x Brasil (R$ 1,28); empate (R$ 3,86)
10/08, Arena Corinthians, 22h: África do Sul (R$ 2,88) x Iraque (R$ 2,50); empate (R$ 3,21)