Nas odds para a Copa 2018, Alemanha é favorita, mas Brasil é uma ótima aposta

Faltam menos de dois anos para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, mas as bolsas de apostas já começaram a movimentação em relação aos palpites sobre o próximo campeão mundial de futebol. Em tese, não há surpresas na lista dos principais favoritos, quando a Alemanha, atual campeã e que realiza campanha tranquila nas Eliminatórias da Europa, aparece como o investimento mais indicado para o que seria o pentacampeonato germânico. E qual a grande vantagem de se investir com um tempo considerável de antecedência? Lucros maiores. No caso do título alemão, o apostador ficaria com R$ 5,50 por R$ 1, de acordo com o Oddsshark.com/br.

Sinceramente, não me animo muito com a equipe treinada por Joachim Löw. E o Bayern de Munique é um termômetro. Quando os bávaros, que se apropriam de quase 100% dos talentos revelados no país, estão bem – como no auge representado pelo título da Champions League de 2013, sem falar nos vices de 2010 e 2012 – a seleção acompanhou o mesmo ritmo e ergueu a Copa em 2014, no Brasil.

Hoje, o Bayern divide a liderança da Bundesliga com o prodígio RB Leipzieg e teve campanha abaixo do esperado na fase de grupos da Uefa Champions League, apesar de ter conseguido se classificar na segunda posição, mas ainda longe de mostrar o futebol dos seus melhores momentos dos últimos anos. O motivo é simples: jogadores alemães importantes como Thomas Müller, do Bayern, Mario Götze, do Dortmund, e Julian Draxler, do Wolfsburg, entre outras promessas, não passam por um bom momento. Além de ser um time muito visado, a Alemanha não passa a impressão de jogar com fome de bola. Mas estamos falando de um gigante do futebol, que tem todas as condições de se consagrar nos gramados russos.

Será a vez do Hexa?

Há tempos, não me entusiasmava com a Seleção Brasileira como nos dias atuais. Dois fatores foram determinantes: o empenho dos garotos e Neymar na conquista do, até então inédito, ouro olímpico, na Rio 2016, e o choque de gestão promovido por Tite desde que assumiu o comando da equipe principal. Aliás, com o treinador, que tem 100% de aproveitamento, o Brasil passou do sexto lugar, posição que deixaria o time Canarinho fora da Copa pela primeira vez na história, para a liderança das Eliminatórias da América do Sul, com direito a chocolate pra cima da Argentina.

Mas não são apenas os bons resultados do segundo semestre deste ano que credenciam os brasileiros à conquista do hexacampeonato. Estou falando de fatores, como: mudança de postura, um comandante que é praticamente unanimidade entre a exigente torcida verde e amarela, Neymar no auge, além do surgimento de ótimos jogadores, com destaque para Gabriel Jesus, de quem se espera muito no Manchester City, além, é claro, do desejo de libertação da traumática lembrança dos 7 a 1, na semifinal do último Mundial, em casa, contra a Alemanha. Vejo uma Seleção Brasileira disposta a, fazendo uso do vocabulário dos boleiros, “passar o carro” na Rússia. O palpite no Brasil traria a margem de resgate de 850%, segundo o Oddsshark.com/br. É uma aposta bem interessante.

Demais candidatos à conquista da Copa do Mundo

Vejam bem, meu colega, ao desdenhar da Argentina, se esqueceu de dois fatores históricos muito importantes. Aliás, uma grande coincidência envolvendo os dois gigantes citados acima. Ele disse que “a equipe de Messi, Di Maria e companhia aparece com a terceira menor taxa de retorno, com R$ 8,75. E isso mesmo sem conquistar nada há 24 anos”. Estimado escriba, saiba que os tetras de Brasil (1994) e Alemanha (2014) foram conquistados 24 anos depois de seus respectivos tricampeonatos – 1970 e 1990.

Aliás, tanto em 1994 como em 2002, a Seleção Brasileira foi desacreditada para o Mundial e levantou o caneco. Vai que Lionel Messi repete o feito de Maradona, em 1986, e carrega o time nas costas? Se você confia em tal possibilidade, a recompensa prevista é de R$ 10/R$ 1. Hoje, os hermanos lideram o ranking da Fifa, mas passam certo sufoco nas Eliminatórias, onde ocupam o quinto lugar, que forçaria a disputada da repescagem. Mas está com cara de tango, de dramalhão. Roteiro argentino perfeito. Fiquem atentos!

Atualmente, a Espanha aparece como terceira seleção melhor colocada entre as favoritas ao título mundial. Será que surgirá algum craque para vestir a camisa da Roja até 2018? A base atual é a do elenco da Copa passada, inclusive com a presença do veterano Iniesta. Sim, são ótimos jogadores, como Morata, Diego Costa, Thiago, Sergio Ramos, De Gea, David Silva, entre outros. Mas não tem aquele cara, como um Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar, capaz de assumir a responsabilidade, como fez Romário, em 1994. Mas a experiência conta muito. Se a Espanha chegar animada, pode, sim, dar trabalho e alcançar o bi, cotado em R$ 9,50 por R$ 1.

Fechando o Top 5 dos palpites, a França – atual vice-campeã da Eurocopa e que pode apresentar seus ótimos valores, como Griezmann e Pogba, ainda mais cascudos – é uma equipe a ser considerada. O bicampeonato viria 20 anos depois do primeiro título. Olho na França! A conquista francesa geraria os mesmos R$ 10/R$ 1 da Argentina.

E o meu amigo, sempre ele, quer fazê-lo acreditar no Chile, que pode nem mesmo se classificar, e em Portugal. Movido pela crença em Papai Noel, talvez. Os lusos não passam das quartas de final. E os chilenos, se forem à Rússia, farão apenas figuração.

Abaixo, confira a relação com mais dez seleções que podem conquistar a Copa de 2018, de acordo com o Oddsshark.com/br:

Bélgica: R$ 14,25/R$ 1
Itália: R$ 16,50/R$ 1
Inglaterra: R$ 16,75/R$ 1
Portugal: R$ 29/R$ 1
Holanda: R$ 34/R$ 1
Colômbia: R$ 34/R$ 1
Rússia: R$ 34/R$ 1
Uruguai: R$ 41/R$ 1
Chile: R$ 41/R$ 1
México: R$ 67/R$ 1