Pela primeira vez em 20 anos, Las Vegas abre apostas para as Olimpíadas de Verão

O sucesso das Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 reflete também nas principais casas de apostas dos Estados Unidos – principalmente em Las Vegas. Pela primeira vez desde os Jogos de Atlanta em 1996 os agentes da cidade estão recebendo apostas nos principais esportes olímpicos. A última vez que a cidade abriu um evento olímpico para apostas foi nos Jogos de Inverno de Nagano em 1998. Tem muita gente faturando alto na terra do Tio Sam!

O esporte que mais tem movimentado as casas de Nevada é o basquete. Não que isso seja uma surpresa – haja vista o conhecimento e a paixão que o americano carrega. Como as equipes americanas são favoritas absolutas na modalidade – tanto no masculino como no feminino – os investidores estão enchendo os bolsos na diferença de pontos que os EUA vão aplicar em seus adversários.

Segundo dados da OddsShark.com/br, se os Estados Unidos batessem a China em sua estreia por uma diferença de pelo menos 56 pontos, as casas pagariam R$ 4,02 a cada real investido. Como Carmelo Anthony e companhia venceram os chineses por 119 a 62 – 57 pontos de vantagem – quem investiu no ‘over’ de 56 pontos quadruplicou o montante inicial. A superioridade americana é tão grande que o odd para a não-conquista do ouro pela seleção masculina de basquete paga inacreditáveis R$ 9,00 para cada real investido!

Outra modalidade que vem crescendo demais no gosto dos americanos é o futebol. E esse esporte vem fazendo a alegria de muitos investidores – principalmente no masculino. Muita gente vem faturando graças ao fraquíssimo desempenho do time masculino do Brasil – que desembarcou nos Jogos como franco favorito ao ouro.

Os comandados de Rogério Micale ainda não encontraram o bom futebol – muito longe disso. Neymar e companhia colecionam dois vexames nas duas primeiras partidas, resultados que geraram um lucro absurdo nas casas de apostas. Segundo o Odds Shark, o empate entre Brasil e África do Sul na estreia do torneio gerou um lucro assustador de quase R$ 11 a cada real investido! O novo fracasso, outra igualdade sem gols contra o Iraque, multiplicou por oito o montante inicial.

Outra grande parte das movimentações em Las Vegas gira em torno do soccer feminino. Atuais campeãs mundiais da Fifa, o time de futebol de moças dos EUA chegou ao Rio como principal candidato ao ouro olímpico – uma conquista de Hope Solo e companhia rende aos investidores R$ 2,45 a cada real. Nada mal para uma equipe que sempre chegou longe nos Jogos: são quatro ouros e uma prata somando as cinco edições do torneio.

Outras modalidades também movimentam as casas de apostas – principalmente as que possuem atletas bem conhecidos pelo público geral. Por exemplo, se o fenômeno Usain Bolt, atual bicampeão olímpico nos 100 e 200 metros rasos, vai ou não conseguir repetir o feito em 2016 no Rio de Janeiro. O jamaicano não vem de bons resultados e sofreu uma pequena lesão há algumas semanas… Será que ele confirma o favoritismo? O americano Justin Gatlin vem pintando como a principal ameaça à hegemonia de Bolt nos Jogos Olímpicos.

Outras feras americanas também são destaque, como o nadador Michael Phelps. Mesmo um pouco longe do seu auge, o maior campeão da história dos Jogos Olímpicos é o principal candidato ao ouro nas provas de 100 metros borboleta e 200 metros medley. Vêm mais medalhas douradas para a galeria do monstro das piscinas! A jovem ginasta americana Simone Biles vem se mostrando um fenômeno nesse último ciclo olímpico e também deve fazer a alegria de muita gente em Vegas.

Apostas também na quantidade de ouros por país

Outra opção que movimenta as apostas em Nevada é a quantidade de medalhas que os Estados Unidos vão conquistar – principalmente de ouro. Como o país domina a competição há muito tempo, os EUA são os favoritos absolutos na quantidade de medalhas douradas: uma aposta nesse quesito – de mínimo risco – paga R$ 1,16 a cada real investido.

Uma opção mais atraente para os investidores vem sendo o over de 43 ouros, ou seja, apostar que os Estados Unidos subirão pelo menos 43 vezes na parte mais alta do pódio. Se isso acontecer, os investidores dobram o dinheiro inicial. O país conquistou 46 ouros nos últimos Jogos de Londres – portanto, é uma aposta bem viável.

Ainda no over/under de medalhas douradas, as casas colocam o Brasil com um limiar de sete ouros. Caso o país sede fature pelo menos sete ouros os investidores recebem R$ 1,55 a cada real. Será que os brazucas chegam nessa marca? A judoca Rafaela Silva já fez a parte dela e conquistou o primeiro do país – na categoria até 57kg.