Tevez ou Pratto? Céu ou inferno? O que esperar do épico Boca x River desta quarta

A quarta-feira (14) vai ser outro dia gigante para a turma que curte as apostas de futebol. E quem acompanha o futebol argentino na verdade sequer conseguiu dormir, pois há uma verdadeira catarse, uma loucura impressionante que impacta o país vizinho como poucas vezes se viu na história para um Boca Juniors x River Plate.

O superclássico da vez começa às 21h10 (de Brasília) de hoje (14) na cidade de Mendoza e vale pela Supercopa Argentina, o jogo único que cruza o atual campeão do Argentino (o Boca) e o ganhador vigente da Copa Argentina (o River). O triunfo esportivo nem é dos mais importantes – o que vale mesmo neste caso é olhar para o rival e saber que ele foi vencido em uma decisão de um torneio oficial.

Parece mentira, mas esta é apenas a segunda vez na história que Boca e River se enfrentam valendo um campeonato de verdade. A primeira vez ocorreu há 42 anos, quando o Boca bateu o eterno rival por 1 a 0 para faturar aquele Campeonato Argentino disputado em 1976. E quando vai ser a próxima? Ninguém sabe.

Em uma Argentina que toma o futebol com doses cavalares de loucura, não é preciso ir muito longe para saber que há uma verdadeira comoção massiva por duas principais razões. A primeira é que as gerações atuais jamais viram uma final mano a mano entre River e Boca, e a segunda é que as duas torcidas juntas equivalem a cerca de 70% da população da Argentina, hoje na casa dos 44 milhões de habitantes.

O site especializado em apostas OddsShark.com não faz rodeios na hora de cravar o Boca como favorito à vitória. O clube xeneize paga R$ 2,37 a cada R$ 1,00 investido, contra R$ 3,00 do triunfo do River e R$ 3,20/R$ 1,00 pelo empate que leva a decisão direto para os pênaltis.

Para ajudar na comoção, a partida será em campo neutro – o Estádio Malvinas Argentinas – e com 50% de ingressos para cada torcida. Totalmente o contrário do que ocorre em Buenos Aires, onde o superclássico tem torcida única há cinco anos. Há um operativo policial recorde em todo o país, e até o governo federal está interferindo na organização da partida para assegurar que não ocorra uma grande tragédia.

Time por time, o Boca chega muito melhor a esta decisão, pois lidera o Campeonato Argentino há 15 meses. A equipe não vai jogar apenas com o que tem de melhor: vai colocar em campo 11 jogadores dispostos a absolutamente tudo para entrar na história do clube. O técnico Guillermo Barros Schelotto, que causou uma enorme confusão cavando expulsões naquele histórico River x Boca pela semifinal da Libertadores de 2004, já antecipou o time que vai a campo: Rossi; Jara, Goltz, Magallán e Fabra; Nández, Wilmar Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Tevez e Cardona.

É um time forte o suficiente para se olhar com atenção para as possibilidades de placares mais fechados, pois é impossível imaginar uma vitória muito larga em um jogo que promete ser “áspero e picado”, como definem os próprios argentinos.

O 1 a 0 para o Boca devolve R$ 7,00/R$ 1,00, com o 2 a 0 pagando R$ 11,00/R$ 1,00, segundo o OddsShark.com. Convém olhar também para o 2 a 1, que igualmente retorna R$ 11,00/R$ 1,00.

Carrasco do Boca na Sul-Americana de 2014 e na Libertadores de 2015, o River quer provar que o rival é freguês no mano a mano. Seria a maneira perfeita para esquecer, jogar no lixo e passar até a rir da decepcionante 18ª colocação que hoje ocupa no Campeonato Argentino.

O técnico Marcelo Gallardo jamais correu risco à frente do gigante de Núñez – e ele, histórico craque do clube, sabe bem que tudo o que acontecer diante do Boca nesta noite especial vai lhe colocar no céu ou no inferno. O mesmo se aplica a Lucas Pratto, que nem bem chegou e tem a ocasião perfeita para fazer valer a pompa de ser a contratação mais cara da história do River, custando cerca de US$ 14 milhões.

O aristocrático clube portenho vai a campo nesta histórica quarta (14) com os seguintes titulares: Armani; Montiel, Maidana, Martínez Quarta e Saracchi; Enzo Pérez, Ponzio, Nacho Fernández, Pity Martínez; Pratto e Mora.

O 1 a 0 para o River devolve R$ 8,50/R$ 1,00, com outro lucro interessante indicando também R$ 13,00 (2 a 0 ou 2 a 1).

Neste clima tão angustiante, convém olhar com atenção para o empate – o Boca até já antecipou que caso isso ocorra, vai trocar o goleiro para as definições, pois o reserva Werner é considerado um especialista em defender as cobranças.

Segundo o OddsShark.com, o 0 a 0 rende interessantes R$ 7,50/R$ 1,00, com R$ 6,50 (1 a 1) e R$ 17,00 (2 a 2) completando a lista dos lucros mais indicados na noite que a Argentina já vive com um fervor digno de Copa do Mundo.

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