Com o lanterna pela frente, em casa, o Chelsea tinha duas missões nesta segunda-feira. A primeira era voltar a vencer, após duas derrotas em que sofreu sete gols, e esta ele conseguiu: 3 a 0 no West Brom. A segunda seria conseguir uma atuação sólida, incontestável, amplamente superior, para dar confiança para os próximos desafios e amenizar a crise que o seu técnico Antonio Conte teima em manter acesa com declarações à imprensa. Esta não foi tão boa.

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Após levar 3 a 0 do Bournemouth e 4 a 1 do Watford, o Chelsea demorou para engrenar contra o West Brom, 20º colocado da Premier League, a sete pontos da salvação. Os primeiros 15 minutos foram lentos, travados, sem grandes chances de gol para os anfitriões. Aos poucos, Olivier Giroud, titular, com Álvaro Morata no banco de reservas, foi desvendando onde estavam as traves. Zappacosta exigiu uma defesa brilhante de Ben Foster e o francês também teve uma boa oportunidade. Aos 25 minutos, Giroud fez o pivô para Hazard abrir o placar.

O Chelsea, porém, não conseguiu voltar do intervalo com o mesmo nível de desempenho. A partida equilibrou, e a vantagem por 1 a 0 não lhe dava muita folga. Salomón Rondón quase empatou, com um chute por baixo de Courtois que bateu na rede pelo lado de fora. A bola foi desviada. No escanteio, Evans cabeceou com muito perigo.

O aroma de mais um tropeço começava a pairar sobre Stamford Bridge. Mas ser lanterna é muito difícil: além de obviamente faltar qualidade, frequentemente também falta sorte. Moses tocou para Fábregas, que tentou um toque da calcanhar para Morata. A bola, porém, desviou na defesa e sofreu limpa para nigeriano tocar na saída de Foster e fazer 2 a 0. E oito minutos depois, Hazard puxou da direita para o meio e soltou o foguete para ampliar.

O placar da vitória do Chelsea foi folgado, mas o desempenho não inspirou muita confiança. A partida estava se tornando complicada quando Moses aproveitou o desvio providencial para aliviar as tensões, e Hazard matou o jogo com uma jogada individual. Coletivamente, a equipe de Conte ainda deve, o que é preocupante diante da sequência de jogos: após o Hull City, Barcelona, Manchester United e Manchester City.

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