O Brasil ganhou de Camarões relativamente sem sustos. O adversário não era grande coisa, jogou aberto demais e não serve como um teste muito profundo, ainda assim o jogo foi 4 a 1, e trouxe algumas coisas que devem ser comemoradas:

1- Neymar decidiu

Se no primeiro gol pode-se argumentar que metade ou mais da jogada foi de Luiz Gustavo – ainda que a finalização tenha sido muito boa -, no segundo gol do Brasil não resta dúvida de quanto Neymar pode ser decisivo. O mais importante, porém, não é mais o “pode ser”, mas sim o “foi”. Quando o time precisava de um respiro, o craque foi lá e decidiu. O Brasil é inconvenientemente dependente de Neymar. O fato de ele ter decidido a partida desta segunda-feira diz muito sobre as chances deste time para o futuro.

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2- Felipão mexeu no time

Paulinho saiu, Fernandinho entrou e dificilmente sairá de novo. Deu nova dinâmica ao time, foi muito mais seguro do que o ex-titular e ainda por cima fez um gol. O meio-campista vem de sua primeira temporada no Manchester City, onde foi fundamental na conquista do título. É, hoje, exatamente o que Paulinho foi, mas melhor: marca como poucos – é o maior ladrão de bolas do City -, mas também tem saída de jogo para distribuir a bola ou armar o ataque. Dificilmente sairá do time, e isso é uma ótima notícia.

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3- Fred marcou

Sim, Fred esteve longe de ser brilhante, mas quem esperava que ele fosse brilhante? Esperava-se do centroavante que ele estivesse lá quando a bola sobrasse, e que metesse ela na rede. Foi o que ele fez. Importa não só pelo go, mas principalmente porque Fred precisava reconquistar o respeito das defesas. Além de marcar o gol, o jogador do Fluminense se movimentou muito mais do que vinha fazendo nos jogos anteriores, e participou da jogada do quarto gol.

4- Julio Cesar parece seguro

O goleiro do Brasil não foi extremamente exigido mas, quando foi, apareceu, e não demonstrou a hesitação que tinha deixado transparecer principalmente no primeiro jogo. Julio Cesar é o goleiro que Felipão escolheu, e o técnico não ira trocá-lo a não ser que seja obrigado. Que ele tenha demonstrado firmeza e, principalmente, segurança, são ótimos sinais para a equipe.

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5- Luiz Gustavo é um dos destaques da Copa

O jogador do Wolfsburg foi provavelmente o único destaque da primeira partida do Brasil, e manteve o nível no segundo jogo. Embora tenha perdido um par de bolas bobas mais adiante na partida, sua participação no lance do primeiro gol foi fundamental. Em primeiro lugar pela alternativa que oferece aos – neste jogo – pouco produtivos Hulk e Oscar. Mas principalmente pela iniciativa. Luiz Gustavo joga em um time pequeno, não tem uma torcida brasileira para “chamar de sua”, ou seja, é demonstração de extrema personalidade o cara pegar a bola, ir até a linha de fundo e entregar para Neymar fazer o gol. Se Luiz Gustavo conseguir mantiver o nível das atuações até o final da Copa, temos bons motivos para confiar na proteção à defesa – para compensar os escorregões de David Luiz (e nesta segunda de Thiago Silva também), mas também em ter mais uma arma ofensiva vindo de trás.