1- Qual é o esquema de jogo do Brasil?

Em 2002 o esquema era um 3-5-2 modelo “fecha atrás e joga a bola pros três da frente”. Em 2014, os meias trocam de lugar toda hora, mas não parece haver nenhum método, nenhuma ordem nessa troca. Às vezes o time cruza, às vezes entra tocando, às vezes os zagueiros aparecem na cara do gol, mas não os meias, e os meias aparecem bem na marcação, mas não criam. No primeiro jogo podia ser o nervosismo. Agora, a sensação que dá é de time que não treinou junto.

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2- Se não temos ninguém que joga por ali, por que precisa ter alguém pela esquerda?

No primeiro jogo, Hulk, que é mais ou menos pela direita, jogou na esquerda para deixar a direita para Oscar. Oscar jogou bem, mas Hulk foi inútil. Contra o México, Oscar ficou preso na esquerda até mandarem o Ramires, que também só funciona pela direita. Depois, Bernard entrou por lá e também não fez nada. Se não há ninguém que possa jogar por ali, por que insistir que alguém tente?

3- Se os centroavantes disponíveis são Fred e Jô, por que não jogar sem centroavante?

Tudo bem que na Copa passada nossos centroavantes eram Luís Fabiano, Nilmar e Grafite, mas parece que estamos chegando aos poucos num nível México de centroavante. Não dá pra ficar esperando que uma bola vá sobrar e Fred, ou Jô, vá estar lá. Para um México da vida, OK, mas para o Brasil, não pode ser só isso.

4- Se nossos laterais continuam sendo super-ofensivos, por que não jogar no 3-5-2?

Em 2002 a seleção começou no 3-5-2 “disfarçado”, pelo preconceito contra o esquema. Ganhou a Copa e muitos outros times se deram bem jogando assim – especialmente o São Paulo da primeira Era Muricy. Se não temos laterais que defendam bem e um dos nossos zagueiros é David Luiz, ótimo na saída mas inseguro na defesa, por que não jogar com três zagueiros e liberar os laterais?

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5- Por que Paulinho?

Paulinho teve uma fase muito boa no Corinthians, mas Ralf também teve, e não vejo o Ralf no time. Paulinho vem de um ano pavoroso no Tottenham. Devia ser um jogador firme na proteção, e com qualidade na saída de jogo. Só que não é nenhum dos dois. Mas Felipão não tira do time. Lealdade? Formação de grupo? Pode ser, mas não faz sentido.