O sorteio garantiu grandes jogos já na primeira fase da Copa do Mundo. Seleções tarimbadas mediarão forças logo nos primeiros jogos e, tanto quanto buscarão seu espaço rumo à final, relembrarão grandes momentos da história do torneio. O exemplo mais claro será o vivido por espanhóis e holandeses, repetindo o duelo decisivo da Copa de 2010. Entretanto, outras equipe de peso também resgatarão momentos clássicos, como Uruguai, Itália, Inglaterra e Alemanha. Abaixo, recuperamos os cinco maiores jogos do passado que serão reeditados em 2014.

1º – Espanha 1×0 Holanda, final da Copa de 2010


Logo na abertura do Grupo B, a reedição da decisão de quatro anos atrás. A base da Espanha é praticamente a mesma, com mudanças pontuais, mas com o tempo pesando contra seus veteranos. Já a Holanda se renovou bastante do meio-campo para trás, enquanto alguns de seus astros parecem mais afiados do que na África do Sul, como Van Persie e Robben. A final do Soccer City foi tensa na maior parte de seu tempo. As melhores chances de gol foram da Oranje, mas Casillas salvou a Fúria. Na prorrogação, coube a Iniesta anotar o gol mais importante de sua carreira, antecipando a importância que passaria a ter sobre o nível de sua equipe nos anos seguintes, o craque da companhia.

2º – Bélgica 4×3 União Soviética, oitavas de final da Copa de 1986


A maior prova de força da geração belga que não era apenas promissora – era boa, de fato. Os Diabos Vermelhos fizeram campanha mediana na fase de grupos, mas protagonizaram um épico para derrotar a União Soviética, em sua histórica campanha até as semifinais. Bola de Ouro de 1986, Belanov deixou os soviéticos duas vezes em vantagem, mas os belgas arrancaram o empate com Scifo e Ceulemans – ambos impedidos, em lances que causam controvérsia até hoje. A igualdade persistiu até o fim dos 90 minutos e a Bélgica buscou a virada na prorrogação, graças aos tentos de Demol e Claesen. Belanov ainda faria seu terceiro gol, mas a reação parou por aí.

3º – Uruguai 4×2 Inglaterra, quartas de final da Copa de 1954


O regulamento da Copa de 1954 é o mais infeliz da história da competição. Os cruzamentos nos mata-matas previam que os primeiros colocados dos grupos se pegassem em apenas um lado da chave. E, assim, Uruguai e Inglaterra, duas das grandes forças daquele Mundial, tiveram que fazer jogo de vida ou morte logo nas quartas de final. A Celeste contava com alguns remanescentes do título de 1950, incluindo Obdulio Varela e Schiaffino. Já os Three Lions, embora tivessem diminuído sua empáfia, ainda se colocavam entre as melhores seleções do mundo, liderados por Stanley Matthews e Billy Wright. Todavia, os uruguaios fizeram mesmo pesar sua tradição em Copas, se mantendo sempre à frente no placar no triunfo por 4 a 2 – com tentos de Obdulio, Schiaffino, Borges e Ambrois. Na fase seguinte, porém, o Uruguai cairia para o esquadrão da Hungria.

4º – Alemanha 1×0 Estados Unidos, quartas de final da Copa de 2002


Se Oliver Kahn foi escolhido o melhor jogador daquele Mundial (antes da decisão, é verdade), boa parte dos votos foram influenciados por sua atuação contra os Estados Unidos. O camisa 1 do Nationalelf fechou sua meta diante do ataque americano, comandado por Donovan e McBride. Já na frente, quem decidiu a favor dos alemães foi Michael Ballack. Em sua participação mais decisiva na competição, o camisa 13 anotou o gol da vitória ao desviar cruzamento de cabeça. E o US Team ainda questionou um pênalti que o árbitro não teria marcado, em bola sobre a linha que bateu no braço de Frings e não entrou. Depois dos EUA, a Alemanha bateria a Coreia do Sul, antes da derrota para o Brasil na decisão.

5º – Itália 2×0 Uruguai, oitavas de final da Copa de 1990


Campeão em 1930 e 1950, semifinalista em 1970, o Uruguai foi para a Copa de 1990 como um dos favoritos ao título. A equipe de Óscar Tabárez possuía vários talentos à disposição, como Francescoli, Aguilera e De León. Porém, depois de uma primeira fase apenas razoável, a Celeste não resistiu à pressão da Itália em Roma. Empurrada por 73 mil torcedores, a Azzurra precisou pressionar bastante para conquistar a vitória, balançando as redes apenas no segundo tempo. Com um belo gol por cobertura, o artilheiro Schilacci abriu a contagem, complementada por Aldo Serena, de cabeça. A Itália ainda eliminaria a Irlanda, antes de cair para a Argentina nas semifinais.