Luís Fabiano e a boa marca contra o Corinthians

Acusado sempre de não fazer gols decisivos pelo São Paulo, o atacante Luís Fabiano chegou a oito gols em 12 jogos contra o Corinthians no domingo. Ele marcou o gol de empate no 1 a 1 na Arena Barueri. É verdade que nenhum dos gols foi em jogo decisivo, mas é uma marca considerável.

O gol do atacante veio no fim do clássico, que era vencido por 1 a 0 pelo Corinthians, gol de Fagner. Como tem virado costume, o Corinthians se defendia depois de abrir o placar e o São Paulo dominava a posse de bola. A defesa corinthiana, bem postada, impedia os ataques dos tricolores. A bola do gol veio em um lance que Paulo Henrique Ganso conseguiu esconder a bola e, entre três marcadores, colocou no espaço vazio para Luís Fabiano chegar antes de Cléber, com um carrinho, e marcar.

Luís Fabiano e Cléber, aliás, trocaram alguns empurrões durante o jogo. Normal em um clássico, ainda mais com jogadores com características tão brigadores como os dois. Cléber acabou levando a pior no lance do gol do atacante são-paulino, mas forma uma defesa bem posicionada ao lado de Gil e com Ralf como protetor, além dos outros dois volantes, Petros e Guilherme. AAjuda também que Fábio Santos dê segurança defensiva – o que não acontece do lado de Fagner, que tem característica ofensiva.

O Corinthians chegou a oito pontos em quatro jogos, com três partidas disputadas fora de casa, o que é um aproveitamento bom. Já o São Paulo, com seis pontos nos mesmos quatro jogos, tem um desempenho um pouco pior nos pontos, mas por ter jogado três dos quatro jogos em casa (ou, ao menos, com mando de campo), deve lamentar mais. São 12 pontos disputados e o time só conseguiu metade.

Sheik artilheiro e Daniel surgindo bem
Emerson, do Botafogo (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Emerson, do Botafogo (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Os poucos torcedores que foram ao Maracanã no sábado à noite ver o Botafogo viram uma atuação rara do time. Uma goleada enorme por 6 a 0, com direito a dois gols de Emerson Sheik, os dois primeiros da partida. Ele já é um dos artilheiros do Brasileiro, com três gols. E fez só dois jogos na competição até aqui.

Quem merece destaque na partida é Daniel. O meia foi bem e marcou três vezes, ajudando a dar a primeira vitória do time no Campeonato Brasileiro. Emerson surpreendentemente vem jogando muito bem. O Botafogo não é um time de encher os olhos, mas deu um pequeno sinal que poderá não dar tanto sufoco ao torcedor como se espera. Ainda foi pouco, porque o Criciúma tem se mostrado um time muito frágil, mas ao menos foi um bom sinal. Daniel foi dispensado pelo Cruzeiro em 2013 e foi levado ao Botafogo nesta temporada.

Os sem vitória

Coritiba, Chapecoense e Figueirense são os times que ainda não venceram depois de quatro rodadas. O Coritiba, até agora, não tinha perdido nenhum jogo. Perdeu o primeiro para o Sport, em casa, o que o levou para a 18ª posição. A atuação do time do técnico Celso Roth foi muito fraca e nem a volta de Alex foi suficiente para melhorar o time. As perspectivas não são boas.

Chapecoense e Figueirense estão ainda piores. O primeiro perdeu três e empatou um. O Figueira perdeu todos. Dos catarinenses, o Criciúma é o melhor, mas não é muito melhor. Em 17º, o time tem três derrotas e uma vitória. Todos são candidatos ao rebaixamento.

Rodada de clássicos esvaziados
Fla-Flu teve gol de Fred, vitória do Fluminense e só 30 mil no Maracanã (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Fla-Flu teve gol de Fred, vitória do Fluminense e só 30 mil no Maracanã (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Pense bem: não é muito inteligente colocar uma rodada de clássicos bem em um domingo de dia das mães. A rodada teve média de público de 14.258. Considerando que tivemos clássicos regionais na rodada, é um público ridículo. Os principais clássicos tiveram públicos muito, mas muito fracos.

São Paulo e Corinthians teve só 14 mil pagantes na Arena Barueri, estádio que o São Paulo escolheu mandar o jogo, em vez de usar o Pacaembu, maior e mais próximo da torcida. Um clássico que deveria ter casa cheia e, no Pacaembu, certamente teria mais de 30 mil no estádio, provavelmente próximo da capacidade máxima.

Em Salvador, o Bahia foi mandante do clássico com o Vitória e teve 24.593 pagantes. É pouco para um clássico desse tamanho pode ter. Em Minas, Atlético e Cruzeiro fizeram um clássico para só 9.048 presentes. O Fluminense mandou o jogo com o Fluminense no Maracanã e só 30.766 pessoas estiveram presentes (com 26.178 pagantes). Em uma cidade como o Rio de Janeiro, um clássico como esse, não dá para achar que 30 mil é um público bom.

De destaque em termos de público só a Arena Condá, que teve a Chapecoense perdendo para o Grêmio por 2 a 1. O estádio da Chape, reformado para este ano, recebeu 19.175 pessoas, maior público da sua história. O Palmeiras, em má fase, levou só 7.250 pessoas ao Pacaembu para ver a vitória por 2 a 0 sobre o Goiás. A vitória do Botafogo sobre o Criciúma por 6 a 0 teve só 4.992 pessoas no Maracanã.

O melhor público da rodada foi Internacional 2×1 Atlético Paranaense, com 33.683 pessoas (28.426 pagantes). Em uma rodada de clássicos, o melhor público veio do Beira-Rio, que ainda vive a empolgação de um estádio novo, remodelado para a Copa do Mundo.

Erros graves de bandeirinha pela segunda vez

A bandeirinha Fernanda Colombo teve uma péssima semana. Depois de uma atuação ruim no jogo entre São Paulo e CRB no Pacaembu, na quarta-feira,ela atuou no clássico Atlético Mineiro x Cruzeiro e, novamente, não foi bem. A bandeirinha, de 23 anos, errou um impedimento que o jogador tinha mais de três metros de condição legal. Bandeirinhas e árbitros erram demais e é preciso fazer algo para amenizar isso.

Talvez a bandeirinha pegue um gancho e não esteja escalada para os próximos jogos, mas isso, no fundo, só agrava o problema, porque a faz ficar sem receber. Talvez ela precise ser escalado em jogos menores, além de receber um relatório dos seus erros com orientações para não errar novamente nesse tipo de lance.