Diante do Milan, o Napoli teve tudo de que precisava: um adversário ainda em estruturação e perdido em campo. Após três jogos sem vencer, os comandados de Rafa Benítez voltaram a triunfar e fizeram uma boa partida. Falar em volta à briga pelo título é demais, afinal a Juventus está disparada na liderança, e a Roma, segunda colocada, tem dois jogos a menos e três pontos a mais. Ainda assim, pelas pretensões de conseguir uma vaga na próxima Liga dos Campeões, a boa atuação de hoje foi digna de muita comemoração para o clube de Nápoles. Para os rossoneri, resta esperança. Ainda há muito o que fazer, mas jogadores para isso Clarence Seedorf tem.

Os partenopei começaram a partida atrás no marcador, com Adel Taarabt acertando um belo chute e abrindo o placar logo em sua estreia. O empate não demorou, e a supremacia do Napoli cedo deu as caras. Gokhan Inler empatou a partida com um belo chute no ângulo, e a partir dali os donos da casa passaram a dominar as ações de ataque. A virada poderia ter saído ainda no primeiro tempo. A zaga do Milan não conseguia brecar os avanços dos anfitriões, que perdiam chance atrás de chance.

No segundo tempo, o Napoli fez o que não havia conseguido após o empate na primeira etapa. Gokhan Inler, um dos destaques do jogo, acertou um lançamento primoroso para Higuaín fazer de cabeça. O argentino marcaria também o terceiro da partida após ótima troca de passes que terminou com José Callejón servindo o centroavante. Além dos dois, o brasileiro Jorginho também teve boa atuação.

Para o Napoli, mais que o resultado e os três pontos, há de se comemorar a atuação convincente. O ataque funcionou, o meio-campo deu ao jogo o ritmo que precisava, e a zaga não teve muita preocupação. Já para o Milan, a análise que fica é de que há ainda muita coisa para se acertar, especialmente na zaga e no meio de campo. Mas os reforços recém-chegados parece terem capacidade para melhorar a equipe.

Pior que Cristián Zapata e Matías Silvestre, Adil Rami não deve ser. Adel Taarabt, por outro lado, movimentou-se bem e, principalmente com seu gol, demonstrou poder ajudar na tarefa ofensiva. Faltou-lhe um pouco de qualidade nos passes, mas nada que um maior entrosamento não ajude a resolver. Michael Essien fez partida regular e também precisa de mais tempo para dar maior contribuição. Vale lembrar também que Keisuke Honda não esteve em campo, enquanto Kaká, recuperando-se de febre, entrou apenas no segundo tempo. Ou seja, não é o caso de dizer que não há jeito para o Milan. O elenco foi melhorado, e o tempo deverá tratar de ajustar a equipe. Se Clarence Seedorf queria um grande desafio no início de sua carreira como treinador, aí está. O crescimento do time passará necessariamente pelas decisões do holandês.