A péssima atuação na Arena Condá deixava a torcida rubro-negra desconfiada. Mas, ao final, o Flamengo provou seu favoritismo contra a Chapecoense na Ilha do Urubu, avançando às quartas de final da Copa Sul-Americana. Naquela que talvez tenha sido a atuação mais consistente sob as ordens de Reinaldo Rueda, o Fla atropelou os catarinenses sem muita cerimônia. Goleada por 4 a 0, na qual os cariocas dominaram as ações e encaminharam a classificação ainda no primeiro tempo – apesar das discussões sobre a arbitragem. Agora, os flamenguistas aguardam LDU Quito ou Fluminense, podendo fazer um clássico de peso na próxima etapa.

Priorizando as copas nesta reta final de temporada, o Flamengo entrou em campo com força máxima. Diego e Éverton Ribeiro, inclusive, compunham a trinca de meias ao lado de Berrío. E o primeiro gol saiu logo aos seis minutos. Trauco lançou Paolo Guerrero, que dominou livre de marcação e, na tentativa de passar por Jandrei, viu a bola sobrar limpa para Cuéllar completar às redes. O lance, contudo, gerou bons minutos de reclamação da Chapecoense. O assistente flagrou a posição adiantada de Guerrero e levantou a bandeira. Contudo, após leve desvio de Douglas Grolli, o árbitro mandou a jogada seguir.

O Flamengo ameaçava nos lançamentos em profundidade. E quase marcou o segundo gol aos 14, em bola na qual Jandrei saiu fora da área e interceptou. Mais polêmica, com os rubro-negros reclamando de um toque de mão do goleiro. Diego Alves chegaria a trabalhar do outro lado, com uma defesa segura em arremate de Penilla. Já aos 24, o Fla ampliou a diferença. Jogada em velocidade de Guerrero pela ponta, cruzando para Willian Arão escorar na pequena área.

Dono da posse de bola, o Flamengo se postava no campo de ataque e se movimentava muito bem. Cuéllar fazia uma partidaça na cabeça de área, enquanto a fluidez da linha de frente incomodava demais a Chapecoense. Faltava caprichar um pouco mais no passe final e nas conclusões. Já do outro lado, a Chapecoense raramente conseguia passar pela defesa rubro-negra. Na melhor oportunidade antes do intervalo, mais uma vez, Diego Alves apareceu para ótima intervenção, espalmando o chute de Penilla. O equatoriano era o único que realmente assustava.

Na volta para o segundo tempo, o Flamengo parecia disposto a liquidar o confronto, com Guerrero chamando a responsabilidade. E o terceiro gol saiu aos 17, em cobrança de falta de Pará. Jandrei operou um milagre após cabeçada de Guerrero e quase parou o rebote de Juan, mas o veterano conseguiu marcar. O zagueiro era outro em grande noite, como vem se tornando frequente nos últimos meses, em meio à sua fantástica fase recente. Categoria pura para comandar o sistema defensivo, além de aparecer por vezes na frente. Diante da diferença, o Fla tirou o pé e Rueda realizou suas substituições. A goleada teria números finais aos 43, com Lucas Paquetá, que saíra do banco de reservas. Everton Ribeiro fez o lançamento para o jovem sair de frente para o gol e tocar na saída de Jandrei.

Longe de oferecer resistência como em outras ocasiões, a Chapecoense se volta ao Brasileiro. Sabe qual será a sua prioridade nestes últimos meses de 2017, especialmente diante do desempenho recente abaixo da crítica. O Flamengo, por sua vez, confirma o esperado, considerando o investimento em seu elenco. Jogou de maneira dominante e fez por merecer a classificação. Mas sabe que o nível de exigência crescerá nas próximas fases. Seja na altitude de Quito ou no clássico com o Flu, o primeiro grande desafio virá nas quartas de final.