Um dos time que mais costuma atuar no mercado de transferências é o Sevilla. O time rojiblanco tem por política vender jogadores a bom preço e contratar outros em boas oportunidades de negócio, a preço baixo ou revelações. O clube da Andaluzia confirmou a contratação de Nolito, 30 anos, que estava no Manchester City. É o quinto jogador contratado pelo clube, que mais uma vez perdeu jogadores importantes.

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O Sevilla perdeu inclusive o seu treinador, embora isso já tenha sido confirmado antes mesmo do final da temporada passada. Jorge Sampaoli assumiu a seleção argentina, rompendo com o clube um projeto que parecia ser de longo prazo. A diretoria, então, buscou um nome de destaque na liga espanhola: Eduaro Berizzo, 47 anos, que brilhou pelo Celta. O argentino assinou contrato até 2019. E ele tem um papel fundamental na contratação de Nolito.

O Sevilla vendeu Sebastián Critóforo para a Fiorentina (€ 3,5 milhões); Mariano, lateral brasileiro, para o Galatasaray (€ 4 milhões); Adil Rami para o Olympique de Marseille (€ 6 milhões); Vicente Iborra para o Leicester (€ 15 milhões); e o último, o mais dolorido, foi a perda de Vitolo para o Atlético de Madrid. Os colchoneros pagaram a cláusula de rescisão do jogador da seleção espanhola, de 27 anos, e criou uma carência no setor. Este é outro ponto importante na contratação de Nolito.

Com estes dois fatores, a contratação de Nolito foi acelerada. Se uniu a necessidade do Sevilla de um ponta à boa relação de trabalho de Eduardo Berizzo com Nolito no Celta, quando o jogador viveu o seu melhor momento na carreira. O Sevilla queria o jogador por empréstimo, mas o Manchester City exigia uma cláusula de compra obrigatória. Com a saída de Vitolo, o Sevilla fechou a contratação, em definitivo, de Nolito. O jogador fechou por três temporadas com a equipe e se junta ao elenco como o quinto contratado.

Antes de Nolito, foram contratados o lateral direito Sébastien Corchia, de 26 anos, vindo do Lille (€ 5 milhões); Guido Pizarro, meio-campista de 27 anos vindo do Tigres (€ 6 milhões); Éver Banega, que veio da Internazionale (€ 9 milhões); e Luis Muriel, que veio da Sampdoria (€ 20 milhões). Nolito supre a posição de Vitolo. É um ponta que atua normalmente pela esquerda, onde o jogador costumava ficar.

Monchi criou uma política de contratações no Sevilla que ainda se mantém, ao menos em parte, na remontagem da equipe sem ele. O dirigente, agora na Roma, tinha uma estratégia que, a grosso modo, se assemelha muito com o que fazem Porto e Benfica: buscam jogadores baratos com potencial para vendê-los por mais do que valem e recomeçar o processo. Claro que no meio do caminho se cometem erros, mas o saldo costuma ser bastante positivo.

Nolito não é um craque, mas é um jogador capaz de fazer pelo Sevilla o que fazia pelo Celta. Já será excelente para o clube. Assim como Muriel, que já estreou marcando gol em amistoso contra o Cerezo Osaka. Muriel, muito bem sucedido na Sampdoria, tenta repetir o sucesso do seu compatriota, Carlos Bacca, atualmente no Milan (embora não se saiba até quando).

Pouco a pouco, o Sevilla se remonta e tenta voltar a ser forte e continuar na briga pelos primeiros lugares na tabela do Campeonato Espanhol. Em uma liga que tem dois times tão ricos quanto Barcelona e Real Madrid e uma força como o Atlético de Madrid, é um desafio grande.