A linhagem de atacantes do Atlético de Madrid nos últimos anos é excelente. Desde que Fernando Torres foi revelado pela cantera, os colchoneros renovaram o seu poderio ofensivo com primazia, aproveitando os lucros das vendas para investir pesado no setor. El Niño foi sucedido por Sergio Agüero e Diego Forlán. Depois, vieram Diego Costa e Radamel Falcao García, sucedido por David Villa. E o herdeiro da posição acaba de ser anunciado no Vicente Calderón: o clube confirmou a contratação de Ángel Correa, atacante de 19 anos.

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Para quem tem prestado atenção nas campanhas recentes do San Lorenzo, Correa não é nenhuma novidade. O garoto é um dos destaques dos cuervos desde o título do Torneio Inicial em 2013 e vai gastando a bola na Libertadores. Foi dele o gol na vitória sobre o Grêmio no Nuevo Gasómetro, além de ter incomodado o Cruzeiro nas quartas de final. Versátil, pode jogar como ponta esquerda, segundo atacante e referência na frente. Combina explosão, habilidade e inteligência. Mesmo sendo um exímio driblador, o prodígio também sabe fazer gols e servir os companheiros – não à toa, soma 12 tentos e 17 assistências em 57 partidas pela equipe principal do Ciclón.

Correa não irá se juntar ao Atlético de imediato na próxima temporada. Os rojiblancos permitiram que ele siga no San Lorenzo até o final da campanha na Libertadores, quem sabe para se despedir com um título histórico – e valorizar ainda mais os € 8 milhões (por 60% do passe) que o clube espanhol está investindo na promessa, com contrato assinado por cinco temporadas. Embora já seja um dos protagonistas da equipe argentina, o atacante precisa de um pouco mais de rodagem para brigar por seu espaço no Atleti. Ao lado do meia Óliver Torres e da já “realidade” Koke, Correa surge como um dos principais nomes para o futuro no Vicente Calderón.

Para quem é comparado a Kun Agüero, a responsabilidade de ser a primeira grande contratação do atual campeão espanhol para a próxima temporada deve ser mero detalhe. Correa possui características de jogo que podem se potencializar ainda mais no estilo do Atlético, explorando bastante os contra-ataques e a velocidade. Mais do que isso, o jovem tem capacidade para adicionar qualidade individual em uma equipe que tem como grande marca o jogo coletivo. Simeone e os outros sul-americanos deverão facilitar sua adaptação. Para, quem sabe, render ao Atleti (em campo e nos cofres) tanto quanto os antecessores de sua posição.