Era uma tarde como ontem. Óscar Cardozo mudou nossas vidas pra sempre. Uma sucessão de embolorados 1×0 e passamos quatros anos nas trevas. O conjunto. O futebol moderno. A posse de bola. Quatro anos acordando aos gritos com a imagem de um cabelo enroscado numa taça. Quatro anos conjecturando que, tal qual a chegada do homem à lua, aquilo nunca aconteceu. Foi uma invenção de Hollywood. E esperamos que tenha sido mesmo. Com a ajuda de um holandês voador e de o Homem-De-Um-Drible-Só, esses famoso carrossel famoso por ganhar sempre quando não adianta absolutamente nada. Mas ontem valeu. Pelo menos, uma paz momentânea. Um alívio fugaz. Cada gol a representação do deveria ter sido há quatro anos, e a conseqüência queda nas oitavas, como sempre.
LEIA MAIS: Os europeus na Copa, parte 1: os ex-campeões do mundo
Que o fantasma de Óscar Cardozo nos deixe em paz.
Captura de tela 2014-06-14 às 10.12.24
NOTAS DO JOGO – GARGALHADAS AO FUNDO
Casillas - Uma partida tão épica que a Globo pode fazer uma novela com o RICARDO MACCHI fazendo o papel dele. Nota 0.
Azpilicuelta - Tomou um baile de alguém chamado BLIND. Tem piada que já nasce pronta. Nota 0.
Piqué - Foi visto pela manhã em um bar do Pelourinho, de costela quebrada e uma tipoia, perguntando onde está o Robben. Nota 0.
Sergio Ramos - Último gol já é um clássico do Discovery Channel em câmera lenta. Robben a onça, Serginho a gazela. Nota 0.
Jordi Alba - Procura-se. Nota 0.

Busquets - Foi descoberto que nasceu no Brasil, é primo do Leandro Guerreiro e jogava na base da Catanduvense. Nota 0.

Xavi - Cansou mais cedo do que a última vez que empurrei o meu Chevette. Já está na cota dos serviços prestados, ficará em campo até paralítico. Nota -1 (o que equivale a um passe pra trás).
Iniesta - Difícil jogar tendo de levar nas costas a cadeira de rodas do companheiro. Nota 1.
Xabi Alonso - O segundo gol foi tão errado que parecia música do Coldplay. Saiu tocando no meio-campo como se tivesse numa FASHION WEEK e voltou pra defesa num trote como se fosse um tapete vermelho. Nota 0.
David Silva - rodou pra lá, rodou pra cá, rodou no meio, rodou no ataque, as Enceradeiras Zinho com tecnologia espanhola. Nota 0.
Diego Costa - Completamente em casa. Tomou vaia (que caso aí as pessoas tenham descoberto ontem, é algo que acontece no futebol) e cavou pênalti. Nota 2.
Pedro -  Entrou pra provar que ninguém deve parar de sonhar. Nota 3.

Fernando Torres - Só assista ao vídeo