Uma coluna que conquistou multidões durante a estadia no Facebook foi o Corneta Remember. Basicamente, relembramos os perebas que marcaram história. Não um completo ruim que nunca chegou a lugar algum, mas aqueles que enganaram muita gente por muito tempo. E, agora, chegou o momento de fazer a nossa primeira seleção, da safra 2013-2014.

Nessa parte um, o goleiro e a zaga.

Vitor Baia
Vitor Baía em jogo contra a Coreia do Sul na Copa de 2002 (AP Photo/Elise Amendola)

Vitor Baía em jogo contra a Coreia do Sul na Copa de 2002 (AP Photo/Elise Amendola)

Um voador sempre engana. Não um absoluto frangueiro, passou a vida espalmando bolas defensáveis em que poderia apenas agarrar – o popular MÃO DE ALFACE. Quase um Taffarel ao contrário. A maior prestação de serviços de Felipão ao futebol lusitano foi constatar essa dura realidade.

Nascido fosse em Campinas, teria feito no máximo papel de gerente de hotel em novela do Manoel Carlos.

Gary Neville
Gary Neville foi ídolo do Manchester United (AP Photo/Jon Super)

Gary Neville foi ídolo do Manchester United (AP Photo/Jon Super)

Mais de 400 jogos pelo Manchester United, e mais de 10 anos titular da seleção, o que nos faz crer que se jogasse mais que ELDER GRANJA já teria virado Primeiro-Ministro. Nascido no interior de Maringá, seria criador de galinha no aviário do Seu Neville (junto com o irmão, Phil).

Oleguer
Oleguer é fruto da mágica academia de futebol La Masia (AP Photo/Manu Fernandez)

Oleguer é fruto da mágica academia de futebol La Masia (AP Photo/Manu Fernandez)

Oleguer teve a sorte de nascer catalão e frequentar a Escola Puyol de Ruindade. É daqueles casos de jogador ruim na lateral e ainda pior na zaga. Além da cara de bobo, sua maior façanha até hoje foi a de ser SUBSTITUÍDO dum jogo – Beletti deveria batizar o filho de Oleguer . Tivesse nascido em Barueri, seria frentista de posto.

Fernando Couto
Fernando Couto pela seleção portuguesa, em 2002 (AP Photo/Amy Sancetta)

Fernando Couto pela seleção portuguesa, em 2002 (AP Photo/Amy Sancetta)

Mais de uma década zagueiro da seleção — só de escrever isso pensei em Maurício Ramos jogando umas três Copas do Mundo pelo Brasil e fiquei meio deprê pelos amigos portugas. Tão grosso e carniceiro, ele quebrava pernas só de olhar. Nascido em Uberaba, faria cover de Luís Caldas naquele ‘Se Vira Nos 30′ do Faustão.

Zenden
Zenden na Eurocopa de 2000, pela seleção holandesa (AP Photo/Thomas Kienzle)

Zenden na Eurocopa de 2000, pela seleção holandesa (AP Photo/Thomas Kienzle)

Lateralzinho ruim e varzeano, falso ponta-esquerda, uma espécie de ILSINHO europeu. Apesar do CV apenas em clubes de ponta (Barcelona, Chelsea, Liverpool), ele não sabia se corria na bola, da bola, com a bola, ou se apenas corria pra facilitar. Fosse nascido em Recife, seria DJ de house em festa de playboy (tem cara de fã de Tiesto).

Ainda essa semana, o meio-campo. Aguarde.