A Alemanha é sempre lembrada por seus grandes goleiros. A Itália também possui uma ótima escola de camisas 1. Mas poucas seleções estiveram tão bem representadas por seus arqueiros em Copas do Mundo do que a Bélgica. Mais do que verdadeiros milagreiros, os Diabos Vermelhos contaram com alguns dos melhores goleiros dos Mundiais. Christian Piot caiu na primeira fase em 1970, mas deixou como legado algumas grandes defesas. Já Jean-Marie Pfaff e Michel Preud-Homme ganharam a Luva de Ouro. Um passado muito bem representado por Thibaut Courtois.

COREIA DO SUL 0×1 BÉLGICA: Diabos Vermelhos terminam 100%, mas ainda não convenceram

A seleção belga está longe de encantar nesta Copa. Apesar de manter os 100% de aproveitamento, não fez mais do que o básico para vencer os seus jogos. Sempre em bolas achadas por seu ataque. E também pela segurança da defesa. Ao lado de Costa Rica e México, a Bélgica está entre as seleções menos vazadas da competição, sofrendo só um gol – e este ainda foi de pênalti, contra a Argélia. Números que se devem muito às atuações de Courtois.

O goleiro do Atlético de Madrid já é o melhor de sua posição no futebol espanhol há pelo menos duas temporadas. Em 2013/14, também foi apontado por muitos como o melhor da Europa. Uma qualidade técnica que o fez superar a concorrência de Simon Mignolet, outro mais do que capacitado para herdar o talento dos camisas 1 belgas. E o titular tem correspondido bem à confiança de Marc Wilmots, combinando segurança, elasticidade e bom posicionamento.

Sem ser tão exigido contra a Argélia, o camisa 1 já tinha feito boas defesas na partida contra a Rússia, especialmente em bolas rasteiras, aproveitando a envergadura. E, com os Diabos Vermelhos jogando com um a menos contra a Coreia do Sul, Courtois foi quem evitou o tropeço de sua equipe – apesar de um golpe de vista errado em um cruzamento. É um goleiro completo e que parece não sentir o peso da Copa.

Se a Bélgica seguir produzindo tão pouco no ataque, a defesa será fundamental para que o time tenha vida longa na competição. E Courtois já tem feito por merecer o rótulo de destaque do time na competição. Se a ótima geração belga quiser demonstrar mesmo o seu valor, o goleiro terá papel central nessa caminhada. Até porque, aos 22 anos, tudo indica que ainda há uma longa história para Courtois escrever nas Copas.