Soldados ingleses jogam futebol em campo de batalha da Segunda Guerra Mundial

Os craques que brilharam nos Mundiais imaginários de 1942 e 46

Faltam menos de duas semanas para a Copa de 2014 começar, e uma das notícias mais recorrentes são de jogadores que estão com problemas físicos e quais as condições deles de jogarem o torneio. Afinal, Copa do Mundo é tão importante que não disputá-la também é parte da história. Quando se fala da carreira de jogadores como Friedenreich, Di Stéfano, Best, Weah, Cantona e Giggs muitas vezes se acrescenta a observação “pena que não pôde disputar uma Copa”. Não puderam em termos. Havia Mundial para eles, mas fatores extracampo como contusão (Di Stéfano), briga com o técnico (Cantona), briga política na federação (Friedenreich) e ruindade do resto de sua seleção (Best, Weah e Giggs) impediram.

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Muito mais impotente ficou uma geração de jogadores. Alguns dos grandes craques da década de 1940 tinham condições físicas, jogavam por seleções de bom nível técnico e não brigaram com a comissão técnica. No entanto, não podiam fazer nada se simplesmente não havia Copa do Mundo a se disputar por causa da Segunda Guerra Mundial.

Aproveitamos a aproximação da Copa de 2014 para homenagear os grandes craques dos Mundiais que não aconteceram. Vários jogadores poderiam entrar na lista, mas pegamos cinco, destacando a trajetória de um a cada dia da semana. Confiram!

Segunda: Valentino Mazzola

Principal nome do Torino que dominou o futebol italiano na década de 1940. Pela idade, poderia ser o destaque da Azzurra na Copa de 1950, mas morreu um ano antes, junto com todos seus colegas de clube, em um acidente aéreo.

Terça: Heleno de Freitas

Primeira estrela pop do futebol brasileiro, Heleno foi o grande atacante que a Seleção não pôde ter na Copa de 1946. Depois, entrou em rápida decadência que, somado ao fato de estar inelegível por se juntar à liga pirata da Colômbia, o fez perder o Mundial de 1950. Uma pena.

Quarta: Peyroteo

O craque que fez Portugal brilhar em sua primeira Copa veio da África. Foi Eusébio em 1966, mas poderia ser Peyroteo, atacante nascido em Angola que se tornou o maior artilheiro da história do Sporting e do Campeonato Português. Infelizmente, sua carreira começou logo após a Copa de 1938 e terminou um ano antes do Mundial de 1950.

Quinta: Larbi Benbarek

Marroquino de nascimento, é tido como o primeiro jogador africano a fazer sucesso na Europa. Ele poderia ter disputado uma Copa em 1938, mas ainda atuava em Marrocos e estava fora do alcance da França, de quem seu país era colônia na época. Depois, brilhou em Olympique de Marseille, Stade Français e Atlético de Madrid, mas já estava com idade avançada demais para ajudar os Bleus em 1954.

Sexta: Adolfo Pedernera

Melhor jogador da seleção mais forte do mundo na década de 1940, Pedernera era um candidato forte a estrela do bicampeonato da Argentina em 1942 e 46. Um bicampeonato que ficou só na expectativa e na imaginação de historiadores, claro. Uma pena, porque seu país resolveu boicotar os Mundials de 1938, 50 e 54, tirando dele qualquer possibilidade de disputar um Mundial, mesmo que fora de sua melhor fase.