Depois do tão sonhado título na Liga dos Campeões, o Real Madrid poderia se contentar com o esquadrão que tinha para buscar o bicampeonato. A impulsão de Florentino Pérez e as manchetes da Copa do Mundo, porém, não deixaram. A mão do presidente merengue coçou e o clube fechou, por € 130 milhões de euros, a contratação de três destaques do Mundial: James Rodríguez, Toni Kroos e Keylor Navas, além do empréstimo de Chicharito Hernández. Em contrapartida, perdeu Ángel Di María e Xabi Alonso, dois de seus protagonistas. E parece que não é apenas parte da torcida que está descontente com as mudanças.

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Cristiano Ronaldo não precisou ser tão explícito nas palavras para dar a entender o que queria dizer. O craque do Real não deixou de elogiar os novos companheiros. Porém, deixou claro que preferia mais a manutenção do que as novidades. Uma cornetada de leve em Florentino Pérez, que acontece logo em seguida à derrota para a Real Sociedad no Campeonato Espanhol.

“Eu tenho minha opinião muito clara, mas não posso dizer sempre o que penso. Se não, amanhã seria capa dos jornais e não quero. Mas, se eu mandasse no Real Madrid, não teria feito assim. Se o presidente acha que o melhor para a equipe era contratar quem contratou e deixar outros saírem, é preciso respeitar e apoiar suas decisões”, afirmou Cristiano.

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A mensagem foi um pouco mais direta quando o craque falou sobre a forma de jogar da equipe: “Com os novos jogadores, o estilo vai mudar, mas pode ser para melhor ou pior. Tomara que seja para melhor, porque são jogadores de um nível muito bom. O normal é que se adaptem bem. Di María e Xabi Alonso eram muito importantes para nós, mas já não estão mais e temos que ficar contentes com os novos. Estou seguro que sairá bem”.

Cristiano Ronaldo foi ponderado e correto em suas palavras. As contratações são excelentes, mas também têm chances de darem errado. E o início de temporada do Real Madrid, com partidas não muito animadoras por Supercopa da Espanha e La Liga, indica o que ele quis dizer. Trabalho para Carlo Ancelotti, que tem mais difícil a missão de ser bicampeão da Champions, algo que não acontece desde o Milan de Arrigo Sacchi.