O que mais incomodava no Cruzeiro era uma postura conformada. O pior aspecto do pragmatismo de Mano Menezes. Não pareceu muito incomodado com o empate sem gols contra a Universidad de Chile, fora de casa, na última semana. Nem foi muito agressivo contra o Grêmio, na estreia do Brasileirão. Nesta quinta-feira, contra La U, no Mineirão, a vitória era obrigatória para se manter na briga por vaga nas oitavas de final. E desta vez, a Raposa estava insaciável. Aproveitou as circunstâncias do jogo para fazer uma goleada impiedosa: 7 a 0. 

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Essas circunstâncias foram duas expulsões, no fim do primeiro tempo e no começo do segundo. Mas, à altura do primeiro cartão vermelho, o Cruzeiro já vencia por 3 a 0. Com dois jogadores a mais, foi possível ampliar o placar e aumentar o saldo de gols, o que pode ser muito importante na definição das vagas. Mas a vitória foi alcançada em condições normais e também de maneira avassaladora. 

A equipe de Mano Menezes entrou em campo pressionada. Não vencia ou fazia gols há três partidas, duas derrotas por 1 a 0 no Brasileirão, para Grêmio e Fluminense, e o empate com La U no Chile. Atendendo a pedidos, Mano escalou sua equipe com Sassá titular. A ausência de um atacante desde o início no jogo da semana passada foi criticada, principalmente depois de Sassá entrar no segundo tempo e produzir mais do que o resto da equipe em poucos minutos. 

Um Cruzeiro mais agressivo e vertical cavou uma falta na entrada da área. Thiago Neves aproveitou a saída errada de Jara e foi derrubado. O próprio meia cobrou com perfeição e abriu os trabalhos: 1 a 0. Aos 17 minutos, Neves lançou Sassá, que tentou encobrir Johnny Herrera. A bola não tomou a linha que ele esperava, mas Rafinha estava esperto para completar de cabeça. Vilches cometeu pênalti em Arrascaeta e levou o primeiro cartão amarelo. Salsa cobrou e ampliou para 3 a 0. 

Minutos antes do intervalo, o mesmo Vilches parou contra-ataque puxado por Arrascaeta e levou a segunda advertência. Expulso. Aos 3 minutos do segundo tempo, Echevarría, que havia levado amarelo por reclamação na hora do pênalti, também foi para o chuveiro mais cedo por falta no camisa 10 do Cruzeiro, que até então já havia cavado duas expulsões e uma penalidade máxima. 

Com dois a mais, a questão era quantos gols o Cruzeiro gostaria de fazer. E a boa notícia para a torcida é que o time tantas vezes criticado por posturas excessivamente zelosas quis fazer vários gols. Arrascaeta coroou sua atuação com o quarto gol. Sassá encontrou cruzamento de Egídio e fez o quinto. Neves fez o sexto, e Rafael Sóbis, em novo centro de Egídio, marcou o sétimo da Raposa. 

O Cruzeiro não tinha outra opção a não ser vencer a Universidad de Chile. O primeiro triunfo dos mineiros na Libertadores. Agora, as duas equipes estão empatadas com cinco pontos, e La U ainda viaja para enfrentar o Racing, bicho-papão da chave, enquanto a Raposa recebe os argentinos, no Mineirão, na última rodada. 

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