O sorteio da Liga Europa providenciou um “clássico” do leste europeu para os 16-avos de final. CSKA Moscou e Estrela Vermelha protagonizaram um duelo de clubes tradicionais, torcidas apaixonadas e um pano de fundo histórico imenso. Mas, no fim das contas, os russos se deram melhor contra os sérvios. Depois de segurar o empate por 0 a 0 em Belgrado, o CSKA derrotou os alvirrubros no reencontro em Moscou. Triunfo por 1 a 0, garantido por uma belíssima jogada coletiva dos anfitriões.

O tento começou com uma irregularidade, é preciso dizer. Mário Fernandes dominou a bola com o braço, mas o árbitro permitiu que o lance seguisse. Então, o CSKA colocou o Estrela Vermelha na roda, com uma sequência de ótimos passes. Konstantin Kuchaev recebeu a inversão na esquerda e cruzou para Alan Dzagoev arrematar. Dominando a posse de bola e as chances de gol, os moscovitas foram melhores na maior parte do jogo, apesar da pressão dos sérvios nos minutos finais. Vão em frente em um sonho que não vivem há tempos.

Já haviam se passado sete anos desde a última classificação do CSKA Moscou em mata-matas de competições europeias – sem considerar preliminares. Em 2010/11, os russos eliminaram o PAOK nos 16-avos de final da Liga Europa, mas caíram nas oitavas diante do Porto, futuro campeão do torneio. Vale lembrar que os moscovitas conquistaram a antiga Copa da Uefa em 2005, derrotando o Sporting na decisão. Vágner Love e Daniel Carvalho eram os brasileiros daquele time. Além disso, há quatro remanescentes do grupo campeão no elenco atual: Igor Akinfeev, Vasili Berezutskiy, Aleksei Berezutskiy e Sergei Ignashevich.

Nas arquibancadas, a empolgação com a noite de Liga Europa foi evidente. Afinal, nas quatro temporadas anteriores, o CSKA Moscou vinha de quatro lanternas consecutivas na fase de grupos da Liga dos Campeões e sequer conseguiu a repescagem para a competição secundária. Em tempos nos quais uma façanha na etapa principal da Champions acaba “premiada” com massacre nas oitavas de final (a exemplo do ocorrido com Besiktas ou Basel), a terceira colocação acaba sendo um negócio melhor a diversos clubes – a exemplo do que aconteceu com os russos desta vez. Mesmo que os moscovitas estejam distantes do favoritismo, desfrutar cada classificação já é um gosto imenso aos torcedores.