Não espere chuvas de papel picado, serpentinas, fogos de artifício ou fumaça colorida nos recebimentos da Liga dos Campeões. Se a Libertadores tem todo o seu charme na hora de recepcionar os jogadores em campo, os europeus também fazem à sua maneira. E, nesta quarta, o Sevilla proporcionou uma das melhores saídas já vistas no torneio continental. Os andaluzes nem capricharam tanto assim visualmente. Não houve exatamente um mosaico, com um monte de quadrados brancos e vermelhos, dezenas de bandeiras alvirrubras e a faixa “This is Sevilla”, além das luzes piscantes. O que mais impressionou no Ramón Sánchez Pizjuán veio da alma dos próprios torcedores.

Os rojiblancos cantaram o hino do Sevilla a plenos pulmões. Foi de arrepiar a maneira como as arquibancadas entoavam a canção em uníssono, antes que o confronto começasse. O espetáculo, por si, já valeu o ingresso. E a multidão não parou nem mesmo quando o hino da Champions era executado, abafando o som dos alto-falantes. Apoio necessário para que os andaluzes crescessem em campo. Uma pena que tamanha festa não terminou em comemoração, com David De Gea fazendo partida estupenda para segurar o placar zerado.