A semana que passou foi gloriosa para o Atlético de Madrid. Superou o Valencia, naquele que se desenhava o jogo mais difícil em sua caminhada pelo título de La Liga, dias antes de vencer o Chelsea em Stamford Bridge e se garantir na decisão da Liga dos Campeões pela primeira vez em 40 anos. O ápice do trabalho de Diego Simeone e do empenho dos colchoneros. Porém, dias depois de pisar nas nuvens, o Atleti caiu. A derrota para o Levante fora de casa não é o fim do mundo para a equipe. Mas serve para que os rojiblancos voltem a fincar os pés no chão.

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Não foi o Atlético aguerrido que a torcida se acostumou a ver nos últimos jogos. Desatento, o time saiu em desvantagem no placar logo aos sete minutos, com um gol contra de Filipe Luís. E sentiu bastante. Não conseguia se organizar e demonstrava boas doses de nervosismo, em especial com Diego Costa, mais pilhado do que o comum.

Só depois do intervalo é que o Atleti colocou a cabeça no lugar e passou a pressionar bastante. Arda Turan e Adrián saíram do banco exatamente para serem os melhores da equipe, os que mais buscavam o jogo no ataque. Entretanto, o goleiro Keylor Navas fechou o gol e, com uma série de excelentes defesas, segurou os colchoneros. O gol de David Barral, em um contra-ataque aos 25 do segundo tempo e que fechou o placar em 2 a 0, só serviu para esfriar ainda mais os visitantes.

Apesar do péssimo resultado, o Atleti continua dependendo só de si para ser campeão espanhol. O Real Madrid pode igualar a pontuação dos rojiblancos se vencer as duas partidas que tem a menos, embora siga com desvantagem no confronto direto, o primeiro critério de desempate. Torcer por ao menos um empate dos merengues nas últimas quatro rodadas seria ótimo aos atuais líderes, para ganhar um pouco mais de folga. Afinal, embora os três pontos contra o Málaga no Vicente Calderón sejam mais palpáveis, o Atlético visita o Barcelona no Camp Nou em seu último jogo. E um tropeço do Real daria o direito dos colchoneros ao menos empatarem na Catalunha. Já uma derrota do Atleti poderia garantir até mesmo o título aos blaugranas, desde que ele se mantenham à frente dos merengues e batam o Elche no próximo jogo.

Ao Atlético, resta fazer sua parte. Segundo o jornal El País, o título de La Liga tem sido até mais valorizado no Vicente Calderón do que o que podem levar na Champions. Premiará a regularidade de um time que suou muito para se manter no topo, ainda que não tenha o mesmo glamour que a conquista continental representa. Diego Simeone e seus comandados sabem que a vitória deste domingo poderia deixá-los com a mão na taça. Não aconteceu. Agora, é hora de reerguer a cabeça e voltar a trabalhar. Recuperar o espírito de luta que tanto fez falta contra o Levante e que fará a diferença nas duas rodadas finais.