Qual é o tamanho do feito de levar um país à final de uma Copa do Mundo pela primeira vez? Ivan Perisic falou sobre o feito na noite de quarta-feira, em Moscou, depois da Croácia eliminar a Inglaterra, mas teve os pés no chão para dizer que ainda não tem a dimensão do tamanho disso. O atacante foi destaque na partida no estádio Luzhniki, marcando um gol e dando um passe para o segundo. Foi apenas a segunda virada da história das semifinais de Copa: um 2 a 1 sobre a Inglaterra. E a primeira virada foi justamente em 1998, quando a França virou sobre a Croácia. Uma história que os croatas se orgulham, mas também guardam como motivação.

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“Isso é algo indescritível”, afirmou o camisa 4 da finalista Croácia, depois da vitória contra a Inglaterra. “É uma grande honra para todos os jogadores e torcedores e eu não acho que nós realmente temos noção do tamanho disso tudo ainda. A pequena Croácia na final da Copa do Mundo! Ninguém acreditava antes da Copa do Mundo que nós poderíamos ir tão longe, mas nós acreditamos”.

“Novamente tivemos drama, não poderia ser de outra forma. Três vezes nós estivemos um gol atrás e tivemos que virar e isso realmente diz algo sobre o espírito da equipe. E isso foi realmente um feito desta geração de jogadores. Nós temos mais um jogo restante e nunca estivemos mais motivados”, disse ainda Perisic.

A Croácia conseguiu um segundo tempo muito melhor que o primeiro, que teve a Inglaterra foi melhor. Os ingleses abriram o placar rapidamente, em uma cobrança de falta, e depois passaram a ter mais domínio e controle do jogo. No segundo tempo, porém, os croatas não só empataram, mas ficaram perto da virada, que acabou vindo no segundo tempo da prorrogação.

“O primeiro tempo não foi bom para nós. Nós começamos um pouco casuais demais e a Inglaterra mereceu marcar. Mas do segundo tempo em diante nós jogamos muito melhor e mostramos o nosso verdadeiro nível”, afirmou Perisic, que contou da sua torcida pelo time croata na Copa de 1998, a primeira do país.

“Em 1998, eu estava assistindo a Croácia e sonhando sobre marcar um gol na Copa do Mundo”, disse. “A França nos parou nas semifinais em 1998. Nós teremos uma motivação extra por causa disso, com certeza. Mas essa é uma história totalmente diferente. Eles são favoritos, mas nós iremos fazer o nosso melhor para surpreendê-los. Nós temos três dias para nos preparar. Nós estamos todos felizes em continuar em Moscou, esse era o nosso objetivo. Nosso sonho está mais perto agora”, disse.

O domingo será o maior desafio da história da Croácia. Menos pela França, que é um grande time e entra como favorito por vários fatores, mas porque é uma final de Copa do Mundo. No domingo, às 12h (horário de Brasília), os croatas tentarão escrever um novo capítulo na incrível história do país dos Bálcãs.