Landon Donovan decidiu abandonar a aposentadoria pela segunda vez. Aos 35 anos, o americano decidiu aceitar o convite do León, do México, e atuará no clube do país que foi o seu rival ao longo de toda a carreira. Principal jogador da seleção americana, ele já deu declarações apimentadas sobre a rivalidade com o México, onde agora será uma das estrelas da liga mexicana.

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A tentativa do León começou depois que o clube contratou o jamaicano Giles Barnes, que tem o mesmo empresário de Donovan. Os mexicanos, então, decidiram tentar levar também o jogador que estava aposentado. E depois de uma conversa no Twitter, a proposta virou contrato aceito. Donovan vai mesmo jogar no México por uma temporada.

Donovan se aposentou pela primeira vez em 2014, ao final daquela temporada da MLS, em dezembro. Tinha ficado frustrado por ter sido deixado de lado pelo técnico Jürgen Klinsmann na Copa do Mundo de 2014, da qual participou apenas como comentarista na TV, já que não foi convocado. Donovan teve uma carreira que começou na Europa, pelo Bayer Leverkusen, em 1999.

Jogou pela primeira vez no seu país em 2001. Ficou por lá até 2004, quando se transferiu para o Los Angeles Galaxy e passou 11 anos de muito sucesso. Durante o tempo que esteve no Galaxy, foi emprestado tr6es vezes ao futebol europeu: ao Bayern de Munique, em 2009; ao Everton, em 2010 e em 2012. Chegou a voltar da aposentadoria em 2016, no final da campanha do Galaxy, em dezembro daquele ano. Agora, pouco mais de um ano depois, decide voltar a calçar as chuteiras para jogar profissionalmente. E é curioso que seja no México.

Chamado de Capitão América por ser o principal jogador americano, Donovan alimentou a rivalidade com o México várias vezes. Em 2002, por exemplo, os dois times se enfrentaram nas oitavas de final da Copa. E apesar do México ser um time muito mais experiente, os americanos venceram e avançaram. Donovan, então, provocou. “Quero vê-los de joelhos, quero vê-los humilhados, quero vê-los chorando”, disse o então jovem Donovan.

Nas Eliminatórias para Copa do Mundo, Donovan repetia as provocações, especialmente porque os Estados Unidos conseguiam vencer repetidamente os mexicanos jogando em casa pelo mesmo placar, 2 a 0. Por isso, era muito hostilizado quando jogava no México pela seleção americana. O Azteca era um território onde ele era tratado como inimigo. Agora, Donovan jogará pelo país vizinho. Contrato de uma temporada, que pode ser, novamente, a última do atacante. Quem sabe para criar uma nova imagem com os mexicanos.