Torcedores do Borussia Dortmund (AP Photo/Martin Meissner)

Dortmund mostra que é possível clubes fazerem algo contra torcedores mal comportados

A forma como lidamos com os problemas de violência, racismo e intolerância em geral ainda está longe da ideal. Na salada de soluções mambembes que vemos, o Borussia Dortmund teve uma atitude elogiável como clube frente a um ato de intolerância de um torcedor seu.

O nome do torcedor não foi revelado, mas a punição veio por uma atitude sua no jogo contra o Hamburg, no Imtech Arena, na cidade de Hamburgo, porque ele fez uma saudação nazista de “Seig heil” (“Viva a vitória”) durante o minuto de silêncio que homenageava o fisioterapeuta do Hamburg, Hermann Rieger, que faleceu.

O Dortmund publicou então a decisão no seu site que o torcedor estava proibido de entrar em qualquer estádio alemão por três anos e não poderá entrar no Signal Iduna Park, estádio do clube aurinegro, até 2020. No site do clube alemão, o torcedor é chamado de “extrema direita”. No comunicado, o clube afirma “ter uma convicção para que exista tolerância e diversidade e se vira contra qualquer forma de racismo e discriminação”.

Basicamente, o Dortmund não esperou que as autoridades tomassem uma decisão sobre a punição ao sujeito. Ele mesmo foi lá e o fez. E isso é algo tão simples que qualquer clube brasileiro poderia fazer em relação a casos de violência, racismo ou intolerância daqui. Por exemplo, Vasco e Atlético Paranaense poderiam se esforçar para identificar os brigões que fizeram o papelão em Joinville, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, e puni-los de forma semelhante. Ou mesmo os torcedores que invadiram o CT do Corinthians poderiam ser impedidos de entrar no estádio do clube por anos a fio. São só exemplos, vale para qualquer clube brasileiro, porque ninguém faz isso efetivamente. E isso já seria um começo.