Há um ano, a história do futebol mudou. E que a Chapecoense fosse um fenômeno local, que ainda desbravasse outros cantos do continente, o acontecimento daquela noite de novembro não se limitou a fronteiras. Sequer se limitou ao tempo. São 365 dias de feridas abertas. De cicatrizes que muita gente sentiu, embora a carne viva permaneça mesmo nos corações de familiares, amigos e todos aqueles que perderam pessoas queridas no voo à eternidade. Já se foram 365 dias, e virão muitos mais nos quais as lembranças de tudo o que se viveu, e se sentiu, e se emocionou ficarão à flor da pele. Entre a força da dor e força ainda maior da solidariedade, as memórias são indeléveis.

Nesta data tão marcante, relembramos 12 textos sobre a Chape Querida. Um publicado dias antes do desastre, falando do sonho compartilhado na Copa Sul-Americana. E outros 11 resgatando o que se passou nas semanas seguintes àquilo que ninguém queria acreditar. Momentos que escancararam o sofrimento de muita gente. Mas que também apresentaram a melhor face do futebol – que, a duras penas, precisa imperar um ano depois, especialmente em relação às famílias. Abaixo, os links:

– O feito da Chapecoense é o sonho que todo torcedor de time do interior compartilha

A epopeia vivida em Chapecó não depende do ouro da taça, mas das histórias que se contarão por anos e anos.

– Na tragédia, o futebol mostra a sua melhor cara: a união, a solidariedade e o amor

As comoventes reações do mundo do futebol mostram tudo de bom que o esporte tem a oferecer.

– A Arena Condá se transformou em templo de fé, no abraço gigante que uniu sua gente

Estádio da Chapecoense reuniu milhares de torcedores em vigília para homenagear as vítimas do acidente aéreo.

– Caio Júnior, o técnico que sabia encarar os grandes de cabeça erguida

Ex-treinador do Cianorte e do Paraná, a Chapecoense não foi a primeira zebra comandada pelo paranaense.

– Danilo, o goleiro que se fez monumento para consagrar a Chape eterna

Protagonista da Chapecoense na Copa Sul-Americana, o goleiro foi o responsável pelo último grande ato dos heróis.

– O mapa da tragédia da Chape é o mapa da dor de 120 camisas pelo mundo

Mapa dos clubes por onde jogaram os 21 futebolistas vítimas do acidente mostra que a dor se espalha por vários cantos.

– Os colombianos proporcionaram no Atanásio Girardot um dos maiores dias da história da humanidade

Foi impossível não se emocionar com a homenagem realizada em Medellín às vítimas do voo da Chapecoense.

– Em conexão espiritual com Medellín, a Arena Condá honrou a memória de seus heróis

Chapecoense realizou diversas homenagens em seu estádio na quarta-feira em que a decisão da Copa Sul-Americana ocorreria.

– O Atlético Nacional já era grande. Ficou gigante

Verdolagas já podiam se orgulhar do que era, talvez, a maior tradição do futebol colombiano. Ganharam uma grandeza que supera o campo.

– A chuva se misturou às lágrimas no último grande ato dos heróis da Chape na Arena Condá

Corpos de 50 vítimas do desastre aéreo foram velados no estádio, em cerimônia repleta de emoção e sensibilidade.

– Trinta mil sonharam juntos e, no Alto da Glória, a Chape alcançou o alto de sua glória

No dia em que aconteceria o jogo decisivo da Copa Sul-Americana, Curitiba abraçou o desejo da Chapecoense e celebrou os heróis.

– A Chape encontrou uma doce maneira para falar sobre sua dor e homenagear seus heróis

Texto publicado pela revista oficial do clube tenta explicar o que aconteceu com o avião a pequenos torcedores.