Dzeko, jogador do Manchester City

Dzeko, o brilhante coadjuvante, coloca o título nas mãos do Manchester City

Caso confirme o imenso favoritismo e vença o West Ham, no próximo final de semana, o balanço do quarto título inglês do Manchester City vai destacar os chutes improváveis de Yaya Touré, o primeiro turno de Sergio Agüero e os passes de David Silva. São realmente os principais responsáveis pelo título, mas precisamos tirar alguns minutos para falar sobre o 2014 de Edin Dzeko.

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Nesta quarta-feira, ele marcou duas vezes na vitória por 4 a 0 dos donos da casa contra um Aston Villa que defendeu honrosamente os interesses do Liverpool enquanto teve pernas. O Manchester City, agora, precisa apenas ganhar do West Ham, no Etihad Stadium, para ser campeão inglês. Na prática, um empate basta porque o inferno congela antes de o Liverpool golear o Newcastle por 14 a 0.

Dzeko nunca conseguiu conquistar de verdade a torcida do City e nenhum dos treinadores para os quais trabalhou desde que deixou o Wolfsburg em 2011. É incontestável que Agüero seja o principal atacante do time, mas o seu companheiro, quando houve um, frequentemente foi Balotelli ou Tevez com Roberto Mancini.

Manuel Pellegrini chegou e contratou Álvaro Negredo e Jovetic. Sinal claro de desconfiança com Dzeko. Mas curiosamente confiável é um bom adjetivo para o centroavante. Porque se nunca fez uma baciada de gols na Inglaterra, sempre manteve uma média muito respeitável. Nas edições 2011/12 e 2012/13 da Premier League, fez 14 gols em 17 partidas como titular. Médias de um tento a cada 108 minutos e a cada 130 minutos, respectivamente.

Com as lesões de Agüero, ganhou mais espaço em 2014 e correspondeu à altura. Desde o começo do ano, foi às redes 12 vezes em 16 partidas do Campeonato Inglês, e alguns desses gols foram decisivos, como no último fim de semana quando fez dois na vitória por 3 a 2 sobre o Everton.

E o seu primeiro tento contra o Aston Villa pode muito bem aparecer nas primeiras posições da lista de gols do título. Porque o empenho defensivo dos visitantes foi notável. Os dez jogadores de linha ficaram bem próximos do goleiro Brad Guzan. Não o deixaram sozinho em nenhum dos primeiros 64 minutos. E ainda tiveram duas boas chances no contra-ataque, ambas desperdiçadas em finalizações bem ruinzinhas de Jordan Bowery e Andreas Weimann.

O bloqueio foi furado porque uma hora a concentração de jogadores que só defendem inevitavelmente cai. E ainda tem a qualidade do adversário. Um passe brilhante de Silva deixou Zabaleta livre, à direita da grande área, que cruzou rasteiro para Dzeko empurrar. A jogada do segundo gol foi parecida, com o lateral argentino mais uma vez se projetando nas costas da defesa. O bósnio pegou o rebote de um chute de Nasri.

Jovetic ampliou, com uma batida colocada da entrada da área, e Yaya Touré melhorou suas chances de ser eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês com uma arrancada espetacular, desde a intermediária defensiva. Na força física e na velocidade, subjulgou os marcadores e parou apenas quando quis: depois de colocar a bola dentro das redes.

O Manchester City tem Yaya Touré, David Silva, Sergio Agüero e grande elenco. Um rico elenco. E dentro dele, o Oscar de melhor jogador coadjuvante vai para Edin Dzeko, que teve uma atuação de apoio brilhante às estrelas de Manuel Pellegrini.

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