Kobe Bryant nunca escondeu seu apreço ao futebol. Um esporte que aprendeu a admirar ainda na infância. O pai do craque, Joe Bryant, fez carreira em diversos times da Itália durante a década de 1980. Por lá, o garoto pôde assistir a Maradona, Platini, Zico e todas as lendas do campeonato nacional mais forte da história. Enquanto jogava como goleiro e meio-campista em seus tempos de colégio, começou a torcer pelo Milan de Gullit, Van Basten e Baresi. “Sempre foi meu time favorito e sempre está em meu coração. Tenho uma camisa e um cachecol do Milan no meu guarda-roupa, posso vê-los todos os dias”, disse Kobe, à revista GQ.

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A Panini estava ciente dessa paixão de Bryant pelo futebol. E conseguiu uma grande jogada (de marketing) ao ligar essa imagem às figurinhas de seu álbum da Copa do Mundo. O comercial é muito bem bolado, fazendo um paralelo entre as mágicas de Kobe nas quadras com o que fazia nos campos, nos tempos de menino – ainda que a camisa do garoto sugira mais um torcedor do Torino do que um rossonero. Outra bola dentro da publicidade às vésperas do Mundial:

Quem nunca imaginou que era um jogador famoso durante uma pelada? O atacante sai correndo pela ponta e você prepara o lançamento, “que nem o do Pirlo.” O receptor tenta dominar que nem o Ibrahimovic. Na hora de cobrar um pênalti, três passos para trás, abre as pernas e suspira, como Cristiano Ronaldo. Faz parte do ludismo do futebol, e a Nike conseguiu captar isso da uma maneira espetacular.

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Em um comercial, dois garotos são os capitães dos seus times para um bate-bola e começa uma espécie de draft imaginativo. O primeiro vira o Cristiano Ronaldo, e o segundo, o Neymar. Ao longo da partida, transportada para um estádio com 50 mil torcedores, todos os jogadores transformam-se nos seus craques preferidos, de David Luiz a Aaron Ramsey, de Ibrahimovic a Rooney, de Pirlo a Hulk. Não o canhoto do Zenit. O super-herói todo verde mesmo.

Nas arquibancadas, o verdadeiro Pirlo conversa com Kobe Bryant e dois fiscais do estádio começam a discutir sobre uma possível simulação, até que um deles vira o Anderson Silva.

Vale a pena assistir a esse comercial porque ele entende o melhor do futebol: dentro de campo, qualquer um pode fingir que é o Cristiano Ronaldo.

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