De um lado, a Holanda contava com Van der Sar, Frank de Boer, Davids, Bergkamp e Kluivert. Do outro, a Argentina tinha Zanetti, Simeone, Verón, Ortega e Batistuta – e poderia ter Redondo, não fosse a intransigência de Daniel Passarella. Isso para ficar apenas em cinco nomes para cada lado. Holandeses e argentinos tinham dois dos melhores elencos da Copa de 1998. Fizeram jus à qualidade técnica com um dos grandes duelos dos últimos Mundiais, definindo uma vaga nas semifinais. Jogaço no Vélodrome que será reeditado em São Paulo.

O épico começou com uma pressão sem tamanho da Oranje de Guus Hiddink, com direito a chute de Cocu na trave logo de cara. Aos 12 minutos, Kluivert abriu o placar, na sequência de uma excelente jogada de Ronald de Boer. O empate argentino veio cinco minutos depois, em passe magistral de Verón para Claudio López anotar por entre as pernas de Van der Sar.

As chances se seguiam para os dois lados. Ortega e Batistuta quase viraram o placar, esbarrando na trave, enquanto Roa fez milagre para espalmar a cabeçada de Kluivert. No fim de um jogo tenso, Numan e Ortega acabaram expulsos. Mas o que realmente decidiria aquele confronto era a genialidade. Passe longo de Frank de Boer, que Bergkamp dominou de forma impressionante. Driblou Ayala e fuzilou para garantir a vitória aos 45 do segundo tempo. Um dos gols mais bonitos daquele Mundial. A lembrança mais fresca para o Argentina x Holanda desta quarta. Que, mesmo sem tantos talentos em campo, bem que poderia ser tão memorável.