Quando Bastian Schweinsteiger anunciou sua saída do Manchester United, poucos se surpreenderam. Pouco aproveitado no time e em rota de colisão com o técnico José Mourinho, a saída era questão de tempo. O que mais assustou na decisão do jogador foi partir para o Chicago Fire, da MLS, mesmo que a franquia estivesse de olho nele e negociando por meses. O ponto é que o Fire tem sido a equipe de pior campanha no futebol americano nos últimos anos.

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Após desempenhos medíocres em 2014 e 2015, o Chicago Fire anunciou a contratação de Veljko Paunovic, técnico sérvio campeão mundial sub-20 comandando a seleção de seu país, vencendo o Brasil na decisão. Ele seria o homem capaz de ajudar a equipe com jovens atletas a se reerguer no cenário nacional e buscar as glórias de seus primeiros anos. Na atual temporada, porém, o time decidiu apostar também em jogadores mais velhos, como Juninho, Dax McCarty e, claro, Schweinsteiger.

Após a contratação de Schweinsteiger ser anunciada, o que não faltou foi jornalista detonando o acerto, inclusive alguns americanos. O fraco desempenho no Manchester United, seu último clube, notoriamente pesou nesta avaliação. Além disso, os questionamentos ficavam sobre a faixa de campo que seria ocupada pelo alemão, pois Juninho e McCarty chegaram de Tijuana e NY Red Bulls, respectivamente, com titularidades garantidas.

Schweinsteiger, no entanto, mostrou que é possível se reinventar aos 32 anos. Na MLS, a correria ainda é muito comum em muitas ocasiões e ele poderia acabar sofrendo com o peso da idade, além do tempo sem atuar na Inglaterra. Por isso, nos quatro jogos que disputou pelo Chicago Fire, o alemão tem atuado como o meia-armador de sua equipe. No esquema do 4-2-3-1 adotado por Paunovic, ele está mais avançado em campo e, muitas vezes, entrando na área para finalizar, tanto que já possui dois gols e uma assistência no torneio. Fazendo jus à responsabilidade dada, virou o ‘cérebro’ do time.

Quer um exemplo de como Schweinsteiger está mais ofensivo e com um papel importante para sua equipe? Desde sua estreia na liga, ele é um dos jogadores que mais trocou passes no setor ofensivo do campo, atrás apenas de Nicolás Lodeiro, do Seattle Sounders, e Sacha Kljestan, do NY Red Bulls. Ambos, porém, sempre foram meias ofensivos, diferente do ex-atleta da seleção alemã que atuava mais recuado em campo, como volante.

Sua presença em campo também tem gerado números positivos para a equipe. Em quatro jogos com Schweinsteiger, o Chicago Fire venceu duas vezes, empatou uma partida e perdeu outra. Pode parecer pouco, é verdade, mas não vamos nos esquecer de que a equipe estava em má fase e agora já consegue se manter em uma posição decente na tabela da Conferência Oeste.

Talvez seja cedo demais para dizer, mas Schweinsteiger vai calando os críticos e se reinventando nos Estados Unidos. Diferente de alguns companheiros europeus badalados, ele pode realmente marcar seu nome na MLS. Essa é a nossa torcida.

Bastian Schweinsteiger, do Chicago Fire (Photo by Dylan Buell/Getty Images)

Bastian Schweinsteiger, do Chicago Fire (Photo by Dylan Buell/Getty Images)