O Grêmio saiu em vantagem sobre o Cruzeiro, nas semifinais da Copa do Brasil, depois de aproveitar sua superioridade no primeiro tempo e vencer por 1 a 0, em Porto Alegre, gol de Lucas Barrios. Uma partida equilibrada de poucas emoções e chances de gol que deixa o confronto aberto para a volta, em Minas Gerais, na próxima semana.

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A equipe de Mano Menezes, um pragmático de carteirinha, parecia satisfeita com um empate sem gols fora de casa, e mesmo diante da derrota mínima não se soltou demais, embora tenha criado suas melhores oportunidades no segundo tempo. No primeiro, o Cruzeiro foi quase nulo no ataque, com o primeiro chute  a gol sendo realizado apenas na metade da etapa, com Lucas Silva, de fora da área. Marcelo Grohe não precisou suar para defender.

Aliás, das quatro finalizações certas do Cruzeiro no jogo, três saíram da média distância, sintoma da dificuldade de criar chances mais agudas de gol, com triangulações e aproximações, entrando na área. Assim como na tentativa de Lucas Silva, a de Thiago Neves levou pouco perigo para Grohe que, ao contrário, precisou trabalhar bem na bomba de Diogo Barbosa e na jogada de Raniel, que já nos acréscimos do segundo tempo fez uma jogada de raça para entrar na área e bater à queima-roupa.

E foi mais ou menos isso que o Cruzeiro produziu durante os 90 minutos. O Grêmio reservou suas armas para a primeira etapa: Barrios, de cabeça, exigiu uma linda defesa de Fábio, e Pedro Rocha, de fora da área, fez o goleirão trabalhar novamente. No fim da etapa inicial, Luan bateu da entrada da área, Fábio fez a defesa, mas soltou para o meio, e Barrios conferiu.

A partida foi equilibrada, embora longe das expectativas para o encontro entre duas das boas equipes do Brasil, com cada time maias perigoso em cada um dos tempos, e o Grêmio saiu na frente graças ao oportunismo de Barrios e a qualidade de Luan.