Javier Mascherano se tornou um dos principais jogadores da seleção argentina, como era previsto no seu início de carreira pelo River Plate. Aos 33 anos, ele está no seu último ano de contrato no Barcelona e não sabe onde jogará depois da Copa do Mundo de 2018. O argentino considera jogar em outros clubes europeus, na MLS e diz que sonha com um retorno ao River Plate, mas não quer prometer nada.

LEIA TAMBÉM: Messi: “Muitas vezes se disse que escolho jogadores e técnicos na seleção argentina e é mentira”

O volante, que veste a camisa 14 tanto na seleção argentina quanto no Barcelona, vive algo parecido com o que passou Diego Simeone, seu antecessor na seleção e que também vestia a camisa 14. Os dois são volantes, são duros na marcação e muitas vezes foram subvalorizados e injustamente rotulados apenas como jogadores violentos. Está bem longe da realidade.

Mascherano foi um dos melhores jogadores da Copa do Mundo em 2014 e deveria estar na disputa para ser eleito o melhor, junto a Arjen Robben e talvez Toni Kroos. Messi foi o eleito e, embora tenha ido bem e sido decisivo em alguns momentos, o volante fez uma Copa do Mundo em um nível muito alto.

Naquela época, suas atuações fizeram muitos questionarem se não seria melhor para o Barcelona ter o argentino como titular da posição, ao invés de Sergio Busquets – que oscilava no período e foi mal com a Espanha naquele mundial. Ele continuou como zagueiro, também usado nesta posição em alguns momentos pela Argentina, mas vai muito bem no meio-campo.

“Eu ainda sinto que há um capítulo na minha carreira dedicada ao River”, afirmou Mascherano ao TNT Sports, antes do amistoso com a Rússia, no sábado. “O problema é que, falando sobre o River, eu não quero ser prisioneiro das minhas próprias palavras. Eu não quero dizer que voltarei em dezembro ou junho e, se isso não acontecer, o que eu farei? Eu estava mentindo?”, disse.

“Mas, na minha cabeça, eu sempre tenho a ideia de voltar um dia. Eu falo regularmente com o presidente [Rodolfo] D’Onofrio, mas, honestamente, faz um ano desde que falamos sobre voltar. Mas nos manteremos em contato porque temos um bom relacionamento”, contou ainda Mascherano.

Segundo disse à ESPN americana antes da temporada começar, Mascherano disse que considera a possibilidade de jogar na MLS. A especulação mais recente é de uma volta do argentino ao Liverpool, onde jogou de 2007 a 2010. Desde então, defende o Barcelona. Ele está no seu último ano de contrato com o clube catalão, com vínculo até junho de 2018.

“Não tem nada a ver com dinheiro, como eu li”, afirmou o jogador. “Eu tomei minhas próprias decisões quando eu tinha 20 anos, mas agora as decisões são feitas com a família. Eu tenho filhos e eles precisam ser considerados. Não é uma desculpa, mas eu tenho minhas razões. Agora, não tenho ideia o que eu farei. Eu não sei o que farei em janeiro”, disse Mascherano.

Sair em janeiro parece uma possibilidade remota, até porque ele tem sido titular no Barcelona e o clube catalão perderia um jogador importante em uma posição importante. É possível, provável até, que seu contrato não seja renovado. Assim, aos 33 anos, estará livre para assinar com outro clube.

Mascherano é um grande jogador na posição. As questões em relação a ele podem ser físicas, mas tecnicamente é alguém que pode contribuir muito com muitos times diferentes. Inclusive na Europa, como se especula no Liverpool. No River Plate, ele faria muita diferença, tornando os Millonarios ainda mais fortes. Não caia na pilha de desvalorizar o jogador, porque é defensivo, ou de rotulá-lo como violento. Mascherano é bem mais que isso.