Corinthians e Palmeiras são dois lados da mesma moeda. Clubes gigantes, com histórias riquíssimas, nascidos de bases populares e que mobilizam milhões de pessoas. A torcida alvinegra e a alviverde podem até levantar argumentos para um lado ou outro, que tentem justificar quem é melhor. Faz parte da rivalidade. O que não faz é a violência, promovida por alguns boçais que se dizem torcedores e que insiste em manchar o futebol, a afastar muita gente dos estádios. E, para dar resposta a tantas imbecilidades, corintianos e palmeirenses promoverão uma ação conjunta nesta sexta-feira.

A entrevista coletiva prévia do clássico de domingo reunirá membros dos dois clubes. Mário Gobbi e Mano Menezes atenderão a imprensa ao lado de Paulo Nobre e Gilson Kleina. Segundo a nota oficial do Corinthians, “a ação idealizada em conjunto pelos clubes visa mostrar que a rivalidade entre ambos existe apenas dentro de campo, durante a partida. O objetivo é incentivar a paz nos estádios e o bom relacionamento entre os times”. Já antes do dérbi, os jogadores entrarão em campo com uma faixa dizendo: “Adversário não é inimigo. Rivais só em campo”. Grande ideia.

A coletiva ainda pode servir para que os dois clubes se posicionem lado a lado sobre os danos sofridos por parte de suas próprias torcidas organizadas. Depois da confusão no centro de treinamentos do Corinthians, nesta quinta foi a vez de a sede do Palmeiras ser invadida, após tumulto na venda de ingressos para o clássico. Houve quebra-quebra e um funcionário palmeirense foi agredido. Cenas indesejáveis que só podem ser inibidas do futebol com uma ação mais contundente de clubes e jogadores (alô, Bom Senso FC) contra os privilégios, e das autoridades públicas contra a impunidade que quase sempre prevalece. Corinthians e Palmeiras, pelo menos, já tomaram uma iniciativa para a conscientização.