Ángel Di María encontrou no Paris Saint-Germain a oportunidade de recobrar a reputação que se manchou com a malfadada passagem pelo Manchester United. Depois de uma ótima temporada de estreia, o argentino caiu de nível no ano seguinte, vendo o Monaco conquistar a Ligue 1. E parecia fadado ao coadjuvantismo depois de todos os reforços recentes dos parisienses, especialmente com as chegadas de Kylian Mbappé e Neymar. O ponta, entretanto, está sabendo se reinventar mais uma vez. Solicita seu espaço entre os protagonistas do time, mesmo sem ser titular absoluto. O desempenho desde dezembro, contudo, o credencia a participar dos jogos mais importantes do PSG nos mata-matas da Liga dos Campeões.

Os números de Di María nos últimos dois meses são espetaculares. O argentino anotou 11 gols e deu seis assistências em 12 partidas. Engrossou as marcas especialmente nesta terça, no compromisso pelas quartas de final da Copa da França, balançando as redes três vezes na goleada por 4 a 1 sobre o Sochaux. Foi a sua primeira tripleta desde 2010, quando ainda estava no Benfica. Além disso, a fome de gols permitiu que o ponta se tornasse o jogador mais produtivo do PSG neste início de ano, superando Neymar no número de tentos participados.

As opções para se montar o ataque parisiense são muitas. De qualquer maneira, Di María se mostra apto a entrar na disputa, figurando nas duas pontas. Quando não se tem qualquer um dos três que compõem o trio principal, é uma das alternativas possíveis. O problema é encontrar um encaixe para montar um possível quarteto, o que impactaria diretamente na proteção do meio-campo. Mas não seria surpreendente se o argentino também pudesse se adaptar mais recuado, como fez na seleção argentina. Por aquilo que vem apresentando, pede passagem para se garantir no 11 inicial.

Se o calendário não anda muito exigente, com a Ligue 1 praticamente garantida e os jogos mais tranquilos das copas nacionais, a Liga dos Campeões se torna um objetivo. E, neste momento, Di María é uma carta na manga. Fundamental ao Real Madrid na conquista de 2013/14, pode encarar justamente o ex-time, causando problemas aos merengues por sua velocidade e precisão na definição das jogadas. Não é de se descartar que em semanas tão importantes ao PSG, um dos melhores jogadores se imponha. Talento não falta ao camisa 11.