Fabian Johnson em lance com Raul Meireles (AP Photo/Themba Hadebe)

Em um mundo carente de laterais, Fabian Johnson se tornou arma americana

Encontrar lateral direito bom é algo difícil no futebol mundial. Aquele que talvez seja o melhor do mundo na posição, Philipp Lahm, tem jogado no meio-campo, por uma questão de contingência na Alemanha, cheia de lesões. Daniel Alves é um problema sério da seleção brasileira, dando espaços demais. Na seleção dos Estados Unidos, Jürgen Klinsmann encontrou um jogador que nem era cotado para jogar ali, e tornou-se uma grande arma: Fabian Johnson.

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Nascido em Munique, é filho de pai americano e mãe alemã, mas de pais americanos. Sempre viveu na Alemanha, onde começou a carreira no 19860 de Munique, passou pelo Wolfsburg, Hoffenheim e acertou a sua transferência para a próxima temporada no Borussia Mönchengladbach. Foi jogador da seleção alemã de base desde o nível sub-17 até chegar ao sub-21.

No time sub-21, aliás, Fabian Johnson fez parte de um grande time da Alemanha. Era reserva de um time campeão europeu da categoria que tinha Neuer, Höwedes, Jérôme Boateng, Khedira, Desjagah (que agora defende o Irã), Özil, Marko Marin, Hummels e Schmelzer. Uma geração dourada alemã, mas que ele nunca conseguiu jogar na Alemanha principal. Klinsmann acompanhava o jogador e, sabendo da sua origem americana, o convidou para defender as cores dos Estados Unidos. Naquele momento, Klinsmann procurava um lateral direito, embora tenha chamado Johnson como meio-campista. Foi só colocá-lo ali e resolver o problema.

Johnson foi um dos destaques do time nesta partida contra Portugal, logo quando teve um dos seus maiores desafios pela gente: enfrentar Cristiano Ronaldo, que costuma cair pelo seu setor. Não só deu conta do recado na marcação, como foi destaque ofensivo. Foi dele a jogada que quase empatou o jogo, em um lance que Bradley chutou e Ricardo Costa tirou em cima da linha. Rápido e com bom preparo físico, aproveitou o buraco na lateral esquerda de Portugal. E causou muitos problemas por ali, até que cansou na partida, como todo o time americano.

Aos 26 anos, Klinsmann tem a seu dispor um jogador muito dedicado, que não é brilhante tecnicamente, mas é capaz de fazer grandes partidas como a deste domingo contra Portugal. E com tantas seleções com problemas na laterais, é um grande achado. E que vale ficar de olho.