Mohamed Salah marcou 32 vezes na Premier League. Quebrou o recorde de gols em uma única edição com 38 rodadas e entrou para a história. E o lugar de história é no museu. Por isso, nada mais natural do que o Museu Britânico exibir as chuteiras Adidas do atacante do Liverpool no seu setor de história egípcia, durante a próxima semana, no aquecimento para a decisão da Champions League, entre os ingleses e o Real Madrid. 

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O Museu Britânico é um dos maiores e mais relevantes do mundo, com muitos artefatos das campanhas do Império ao redor do mundo. Espólios de guerra, pilhagens e também frutos de compras e doações. Há departamentos de história grega e romana, do Oriente Médio e também evidentemente do Egito, ocupado pelos britânicos até a metade do último século. 

As chuteiras apropriadamente ficarão próximas de sandálias do Antigo Egito e jóias dos faraós, em uma ação que tem todos os ares de um bom golpe de marketing. Mas o curador de Antigo Egito e Sudão do Museu Britânico está tratando o assunto bem a sério. 

“As chuteiras contam a história de um ícone egípcio moderno, apresentando-se no Reino Unido, com um impacto verdadeiramente global. Esta aquisição acrescenta ao nosso recente projeto de adquirir objetos que contam a história da vida cotidiana do Egito nos séculos 20 e 21”, disse Neal Spencer. “Esta aquisição leva a coleção egípcia mundialmente famosa do Museu Britânico aos dias atuais. Exibidas entre estátuas de antigos faraós, agora mostramos as chuteiras com as quais Mo Salah foi artilheiro pelo Liverpool”. 

Imagina quando eles descobrirem os jogadores da seleção egípcia, que será defendida por Salah na Copa do Mundo de 2018, são chamados de Faraós?