A gestão chinesa no Milan chegou ao fim depois de 450 dias da chegada de Yonghong Li. A Elliott International Investment Fund, que, como o nome diz, é uma empresa de investimentos e fica nos Estados Unidos, assumiu o controle do clube. No anúncio, a empresa diz que o objetivo é criar estabilidade financeira e estabelecer uma gestão sólida, além de obter sucesso a longo prazo para o Milan, garantindo que o clube está bem capitalizado, e executar um modelo operacional sustentável que respeite os regulamentos do Fair Play Financeiro. Com isso, o clube também ganha mais chances de reverter a punição que o tirou das competições europeias por dois anos.

LEIA TAMBÉM: Cristiano Ronaldo é ótimo para a Juventus. Mas o que significa para a Serie A como um todo?

Yonghong Li tinha que fazer um pagamento de € 32 milhões até a última sexta. Passado o prazo, a Elliott decidiu intervir e assumir o controle do clube. O empresário chinês comprou o Milan em 2017 de Silvio Berlusconi, empresário e político, por € 740 milhões. O fundo de investimentos emprestou a LI mais de € 300 milhões para que a aquisição fosse completada. Li tentou vender o clube, mas não teve sucesso. Um dos que negociou foi Rocco Comisso, um ítalo-americano, dono do Chicago Cubs, time de beisebol.

O empresário Riccardo Silva, cofundador da empresa de marketing esportivo MP & Silva, e coproprietário do Miami FC, tem negociado com a Elliott para adquirir ao menos ações minoritárias no clube, como reportado pelo Financial Times. O fundo prefere vender apenas uma parcela minoritária das ações do que todo o clube, por considerar que pode ter um retorno maior do investimento depois de analisar melhor a situação.

“Suporte financeiro, estabilidade e supervisão adequada são pré-requisitos necessários para o sucesso em campo e uma experiência de torcedores de classe mundial. A Elliott aguarda com expectativa o desafio de realizar o potencial do clube e devolvê-lo ao grupo dos principais clubes de futebol da Europa, onde ele, com razão, pertence. A Elliott também acredita fortemente na oportunidade de criação de valor no AC Milan”, diz Paul Singer, presidente do fundo, no comunicado divulgado.

Uma das primeiras medidas anunciadas é a injeção de € 50 milhões para estabilizar as finanças do clube e planeja injetar mais capital ao longo do tempo para continuar a transformação do clube, nas palavras do fundo. Isso tudo é fundamental para que o Milan consiga reverter o quadro de punição dado pela Uefa, com dois anos proibido de disputar competições internacionais. A troca de dono e injeção de capital, com capacidade de investimento garantida e sem problemas com credores, aumenta muito a chance de reverter a decisão da Uefa no TAS, o Tribunal Arbitral do Esporte.