David Moyes já teve muito prestígio. Foi o escolhido por Alex Ferguson para substituí-lo no Manchester United, em 2013. Foi um fracasso, demitido em abril de 2014. Em novembro daquele ano foi contratado pela Real Sociedad e foi demitido um ano depois. Em 2016, foi a vez de tentar a sorte no Sunderland, em julho de 2016. Acabaria rebaixado e, em maio de 2017, se demitiu. Mesmo com tudo isso, ele foi o nome escolhido pelo West Ham para substituir Slaven Bilic, demitido nesta segunda-feira, 6 de novembro.

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“Estou realmente ansioso para conhecer os torcedores, estar no estádio com eles. Estou ansioso para vê-los nos apoiando. Nós precisamos de apoio, nós precisamos de todo mundo conosco. É um grande trabalho que temo nas mãos agora, mas eu tenho certeza que com todo mundo junto, nós podemos conseguir os resultados certos entre agora e o fim da temporada”, afirmou Moyes em entrevista ao site dos Hammers.

Os dirigentes do West Ham justificaram a escolha pelo técnico escocês com argumentos questionáveis e que lembram cartolas de qualquer lugar do mundo quando falam sobre terem contratado um medalhão.

“Nós precisamos de alguém com experiência, conhecimento da Premier League e dos jogadores, e nós acreditamos que David é a pessoa certa para mudar as coisas e conseguir o melhor dos jogadores no clube. Ele é altamente considerado e respeitado no futebol e irá trazer ideias novas, organização e entusiasmo”, afirmou o presidente do West Ham, David Sullivan.

Sullivan foi além. “Ele provou com o Everton que tem grandes qualidades e eu sinto que o West Ham é um clube que dá a David a plataforma para mostrar essas qualidades novamente”. Moyes foi mesmo um sucesso no Everton, onde passou 11 anos em um clube que estava em situação financeira complicada, mas mesmo assim levou a equipe à Champions League e Liga Europa.

Depois da decisão pela demissão de Bilic, a escolha de Moyes parece ter sido rápida. O treinador escocês já tinha declarado que, se o lugar ficasse vago, ele teria interesse. Algo que muitos podem interpretar – com razão – como um comportamento de urubu, já de olho no cargo que ainda não estava disponível.

O técnico estava disponível no mercado e, portanto, não custou nada contratá-lo. É também uma opção viável em termos de salário. A economia custará caro se o rebaixamento vier. Outros times importantes rebaixados estão sofrendo na segunda divisão, como o Aston Villa e o próprio Sunderland dirigido por Moyes na temporada passada.

A torcida não parece ter gostado. Muitos preferiam Alan Pardew, demitido pela gestão anterior em 2006. Moyes não é uma escolha bem vista e o novo treinador terá muita desconfiança para enfrentar.

O novo desafio será grande. David Moyes precisa buscar o técnico que era no Everton se quiser ter sucesso. Mais um fracasso de Moyes pode ser definitivo para suas chances na Premier League. Aos 54 anos, Moyes terá um grande desafio. O West Ham está em 18º na tabela, com nove pontos conquistados em 11 jogos.

O time tem bons jogadores e algumas estrelas importantes. Marko Arnautovic veio do Stoke por € 22,3 milhões; Javier Chicharito Hernández chegou do Bayer Leverkusen por € 17,8 milhões; Joe Hart veio reforçar o gol por empréstimo do Manchester City, por € 2,3 milhões; Pablo Zabaleta chegou de graça do mesmo Manchester City.  Há tempo, é claro, para escapar. É uma grande aposta da diretoria do West Ham. E será um teste definitivo para Moyes.