A história dos 33 trabalhadores que sobreviveram ao acidente em uma mina de cobre no deserto do Atacama marcou o Chile. Os 69 dias que os mineiros passaram soterrados a quase 700 metro de profundidade, com poucos recursos e nem mesmo a certeza que sobreviveriam, ganhou as manchetes em 2010. E o resgate do grupo foi, tanto quanto um alívio para familiares e amigos, também um enorme exemplo de superação para o resto do mundo. Algo que os chilenos prometem aproveitar como motivação para a Copa de 2014.

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Afinal, a história geopolítica do Chile está muito ligada ao desenvolvimento da mineração. Da mesma forma como o futebol local mantém relação muito próxima com o setor. Clubes como o Cobreloa e o Cobresal são ligados a empresas de exploração de cobre, assim como um dos próprios sobreviventes do desastre foi jogador da seleção chilena: Franklin Lobos, meio-campista da equipe que disputou o pré-olímpico da Los Angeles em 1984.

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E as trajetórias dos trabalhadores da Mina de San José e da seleção chilena voltam a se cruzar. O Banco do Chile preparou um comercial com a presença dos 33 sobreviventes para apoiar La Roja, prometendo leva a terra do Atacama para os estádios do Brasil. Tentativa de empurrar os chilenos no grupo difícil que terão pela frente na Copa, contra Espanha e Holanda.

Ainda assim, o “milagre de sobreviver à morte” está bem mais ao alcance da seleção do que estava para os mineiros. Ficar ao menos no segundo lugar da chave, contra os errantes holandeses e os desgastados espanhóis não parece ser tão impossível assim para o bom time de Jorge Sampaoli.

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