Os 15 anos da Trivela foram prolíficos em contar com grandes goleiros. São muitos os arqueiros que estiveram em campo e podem ser colocados entre os maiores na história. Tanto internacionalmente quanto no Brasil, que pôde contar com seu trio mais qualificado na Copa do Mundo de 2002 – Marcos, Dida e Rogério Ceni, quando ainda tinha Taffarel em fim de carreira e Júlio César surgindo como promessa para o futuro. Assim, é até difícil escolher 15 grandes defesas a partir do final de 1998. São inúmeros os lances espetaculares. Bolas salvas em sequência, chutes à queima-roupa, batidas colocadas no canto, pênaltis decisivos. Para fazer a seleção, levamos em conta a beleza da jogada, é claro, mas também a representatividade do goleiro neste período. Nem todos os gigantes da meta aparecem na lista – Oliver Kahn e Peter Schmeichel são os maiores exemplos. Ainda assim, deu para combinar o inacreditável com a fama debaixo das traves.

Buffon (Itália) contra a França

Se puxarmos pelo histórico, Buffon possui defesas mais fantásticas do que esta. Para ficar em dois exemplos, há um chute no cantinho na final da Champions de 2003 e uma cabeçada na pequena área contra a Geórgia. Nenhuma mais importante do que essa. O goleiro mais caro da história voa no alto para espalmar a finalização de Zidane, que poderia ter dado o título da Copa de 2006 à França. Graças a Gigi, deu Azzurra.

Casillas (Real Madrid) contra o Sevilla

Como ele fez isso? É a pergunta natural que se faz quando se assiste a essa defesa de Casillas. O espanhol estava fora de posição, mas surgiu em cima da linha para negar o gol ao Sevilla. O lance mais fantástico de um personagem central para a hegemonia da seleção espanhola, especialmente pela bola que tirou dos pés de Robben na final da Copa de 2010.

Cech (República Tcheca) contra a Holanda

Petr Cech vive mais de uma década entre os melhores goleiros do mundo. São recordes  e recordes quebrados a cada temporada com o Chelsea. E também atuações incríveis pela República Tcheca. Na Euro 2004, uma das maiores mostras de seu alto nível, ao voar no ângulo para evitar um gol de Heitinga que parecia certo.

Coupet (Lyon) contra o Barcelona

A defesa mais espetacular dessa seleção. Coupet não foi protagonista da era de ouro do Lyon à toa. Era um goleiro com ótimos reflexos e frieza, qualidades exibidas nesse lance pela Liga dos Campeões. Fora de posição, deu um peixinho para salvar o gol por cobertura. Por sorte, a bola bateu no travessão. O que ainda permitiu uma defesa incrível, à queima-roupa, na sequência.

Courtois (Atlético de Madrid) contra o Real Madrid

O Atlético de Madrid passou 14 anos sem derrotar o Real Madrid. Quando o fez, foi da maneira mais imponente possível: dentro do Santiago Bernabéu, na final da Copa do Rei. E o melhor em campo foi Thibaut Courtois, que segurou a pressão merengue e foi capaz de uma obra-prima dessas, em uma defesaça com o gol escancarado para Mesut Özil.

Dida (Milan) contra o Ajax

A torcida do Milan precisa se orgulhar de Dida. O brasileiro garantiu um título de Liga dos Campeões para o clube e também foi fundamental em outra. Um arqueiro que gostava de decisões e que parecia crescer na principal competição da Europa. Afinal, só sendo um gigante para executar uma defesa como essa.

Isaksson (Suécia) contra a Argentina

A Argentina deu um baile no amistoso contra a Suécia. O ataque da Albiceleste jogou o fino, liderados por uma atuação sensacional de Lionel Messi. Porém, quem acabou roubando a cena na partida foi Andreas Isaksson. De bicicleta, o goleiro escandinavo afastou o golaço por cobertura que o camisa 10 ia marcando, em uma recuperação excelente.

Júlio César (Internazionale) contra a Roma

Os melhores anos da carreira de Júlio César foram vividos na Internazionale. Em seus melhores dias, o brasileiro foi o melhor do mundo. E só alguém no topo é capaz de protagonizar uma defesa tripla como essa. Com senso de posicionamento e ótima recuperação, o arqueiro tornou impossível um gol da Roma que parecia certo.

Marcos (Palmeiras) contra o Corinthians

Marcos foi um dos melhores pegadores de pênalti da história. Sua consagração veio fazendo milagres na linha do gol. E nenhum é maior do que o protagonizado nas semifinais da Libertadores de 2000. Depois de já parar o Corinthians em 1999, o palmeirense voou no canto para espalmar a cobrança derradeira, de Marcelinho Carioca.

Neuer (Schalke 04) contra o Porto

Neuer foi o melhor goleiro do mundo em 2013, mas não é de hoje que ele demonstra toda a sua qualidade. Sua primeira exibição espetacular aconteceu quando ainda estava no Schalke 04, pelas oitavas da Champions. Praticamente sozinho, eliminou o Porto nos pênalti. E, no tempo normal, fez uma defesa com os pés sensacional, como um goleiro de handebol.

Rogério Ceni (São Paulo) contra a Universidad Católica

A idade pode atrapalhar os reflexos e tornar as falhas mais frequentes. No entanto, Rogério Ceni parecia no auge de sua forma na visita a Santiago, naquela que pode ser considerada a melhor partida de sua carreira – ao menos em quantidade de defesas sensacionais. Na mais impressionante, um só braço para rebater um petardo.

Seaman (Arsenal) contra o Sheffield United

Ídolo absoluto do Arsenal, Seaman foi intocável no gol dos Gunners durante anos. Sua última temporada como profissional foi em 2002/03. E, mesmo veterano, o camisa 1 seguiu fazendo seus milagres. O mais famoso deles, na semifinal da Copa da Inglaterra, quando surge do nada para evitar o gol do Sheffield.

Taffarel (Galatasaray) contra o Arsenal

Taffarel já não era mais convocado à seleção quando rumou ao Galatasaray. Ainda assim, o camisa 1 do Brasil viveu uma de suas melhores fases em Istambul. O principal momento foi a conquista da Copa da Uefa de 1999/00, quando o arqueiro teve participação decisiva ao barrar esse chute de Thierry Henry.

Van der Sar (Manchester United) contra o Chelsea

Um dos goleiros mais completos da história. Van der Sar combinava estatura, reflexos, tranquilidade, elasticidade, boa saída de jogo. Indiscutível no Manchester United, foi essencial em muitos momentos do clube. Como neste lance contra o Chelsea, quando rebate o lance cara a cara e ainda se desdobra de maneira incrível para salvar sua meta.

Victor (Atlético Mineiro) contra o Tijuana

O herói da Libertadores de 2013 foi beatificado não por um, mas por vários milagres ao longo da competição. Nas semifinais e nas finais, Victor foi excelente. Ainda assim, não tanto quanto nas quartas. O camisa 1 pegou tudo no Independência e, no último lance da partida, defendeu o pênalti que classificaria o Tijuana.